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Juro cai e é o menor desde 1995

24 de março de 2006

 

BRASÍLIA – A taxa média de juros cobrada ao consumidor caiu em fevereiro, passando a ser a menor desde que o Banco Central (BC) começou a fazer o levantamento, em 1995. No mês passado, o sistema financeiro cobrou do consumidor pessoa física em fevereiro juros médios de 59,2% ao ano, uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mês de janeiro, quando os juros eram de 59,7%. O movimento foi o inverso do que ocorreu em janeiro, quando a taxa subiu, a despeito da redução da Selic, que passou de 18% para 17,25% ao ano em janeiro. Desde o último dia 9, os juros básicos caíram mais 0,75 ponto percentual, para 16,50%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC (Depec), Altamir Lopes, o percentual registrado em fevereiro é “um claro repasse da queda da taxa básica de juros da economia iniciada em setembro do ano passado para o custo dessas operações”, disse. Os bancos, no entanto, não repassaram toda a redução da Selic para os clientes. Entre setembro do ano passado e fevereiro último, a taxa média dos empréstimos aos consumidor recuou 2,9 pontos percentuais, enquanto os juros básicos tiveram queda de 3,25 pontos.

No caso dos empréstimos às empresas, a taxa média subiu 0,3 ponto percentual, passando dos 31,3% de janeiro para 31,6% ao ano. “O aumento é reflexo do crescimento da demanda por crédito pelas empresas de pequeno porte”, avalia Lopes.

Sem cadastro conhecido nos bancos, os empresários de menor porte tiveram que arcar com taxas mais salgadas. “Os juros mais altos são uma proteção dos bancos contra algum risco de inadimplência nas operações com clientes ainda pouco conhecidos”, explicou o chefe do Depec.

O aumento dos juros para as empresas foi encarado pelo economista Guilherme Maia, da consultoria Tendências, como pontual. “Não acreditamos que este aumento seja algo duradouro”, disse. O próprio chefe do Depec disse esperar que o custo dessas operações venha a ficar mais em conta já em março. “Nos primeiros 13 dias deste mês, já registramos uma pequena queda dos juros nas operações com as empresas”, comentou.

A expectativa de queda, de acordo com Lopes, se baseia no fato de que o custo pago pelos bancos na captação de recursos vem apresentando queda expressiva nos últimos meses. “Essa queda terá que ser repassada ao tomador de crédito em algum momento”, afirmou. Segundo Altamir Lopes, mesmo atingindo o piso em fevereiro, a taxa de juros dos empréstimos ao consumidor também tem espaço para novas reduções.

Fonte: Jornal do Commercio

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