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Irmão de Eduardo vai às famílias
28 de agosto de 2014SÃO PAULO – A família de Eduardo Campos está procurando moradores de Santos (SP) que tiveram prejuízos com a queda do avião que matou o ex-governador e mais seis pessoas para dizer que pretende ressarcir os danos. Ontem, Antônio Campos, irmão de Eduardo , esteve com moradores santistas que tiveram casas e propriedades atingidas.
"Ele (Antônio) disse que a família quer ressarcir os danos", afirmou Benedito Juarez Câmara, 69 anos, dono de uma academia que ficou destruída na queda do Cessna.
Câmara não tem seguro do imóvel. Desde o acidente, segundo ele, 16 funcionários estão sem trabalho e os alunos especiais estão sem atendimento. "Quem fretou o avião? Tem a possibilidade de acionarmos o PSB, sim. Era o partido do Eduardo Campos", disse ele.
Diante da indefinição sobre a propriedade do avião, moradores passaram a cogitar a hipótese de acionar o PSB em busca de indenizações.
"É como se fosse um meteoro que cai e ninguém é responsabilizado. Só que não é um meteoro, é um avião e ele tem que ter algum dono", reclamou Wanda Maria Bittencourt, 49, advogada, moradora na rua Herculano de Abreu. A casa foi atingida pelo avião e o pai, de 86 anos, e a mãe, de 75 anos, estão dormindo em casa de parentes.
Sobre a visita do irmão de Eduardo Campos, a advogada afirmou que eles estão dispostos a pagar: "Ele disse que quer falar com um a um. E que a viúva (Renata Campos)sente muito. Eles estão todos dispostos a pagar e, pelo que entendi, o partido também".
O Jornal do Commercio não conseguiu falar com Antônio Campos.
SUSPEITAS
Ontem, em reportagem exibida no Jornal Nacional, da TV Globo, surgiram mais duas empresas envolvidas no caso: a Câmara & Vasconcelos e a Vasconcelos & Câmara que se juntam à RM Construções e à Geovane Pescado no rol dos suspeitos de irregularidades na transação envolvendo a aeronave que havia sido vendida em maio pelo grupo A.F Andrade, de Ribeirão Preto (SP), a três empresários pernambucanos.
O PSB diz que dois desses empresários haviam emprestado a aeronave ao partido e que a declaração seria feita ao final da campanha eleitoral. A versão foi repetida ontem à noite pela própria candidata Marina Silva, durante entrevista ao Jornal Nacional.
Fonte: Jornal do Commercio
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