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Inflação resiste e assombra famílias

9 de junho de 2016

A inflação não dá trégua e continua dando sinais de resistência. Depois de ter perdido força em fevereiro e março – ao mostrar recuos consecutivos –, a carestia voltou a assombrar as famílias. Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou crescimento de 0,78%, a maior taxa para o mês desde 2008, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das expectativas prevista pelo mercado, de 0,72%, e foi 0,17 ponto percentual superior ao indicador de abril. No acumulado do ano e em 12 meses, o custo de vida avançou, respectivamente, 4,05% e 9,32%.

O grande vilão da inflação de maio tem nome e sobrenome: preços administrados. As tarifas públicas, que têm seus preços corrigidos pelo governo, foram os principais responsáveis por pressionar o custo de vida em 2015 e continuam sendo. No mês passado, as despesas médias com água e esgoto no país subiram 10,37% e puxaram a alta dos preços no grupo de habitação, de 1,79%. Somente essa classe de despesas representou impacto de 0,27 ponto percentual no IPCA.

Entre os gastos com a taxa de saneamento, o principal aumento ocorreu em São Paulo. O custo médio com água e esgoto na capital paulista saltou em 41,90%, pressionado também pelo reajuste de 8,40% sobre o valor das tarifas. Também foram registradas correções tarifárias nas regiões metropolitanas de Fortaleza, Belo Horizonte e Curitiba. Outro preço administrado que saltou foi a energia, com alta de 2,28%. O avanço foi igualmente puxado por aumentos de tarifas em seis capitais: Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Campo Grande e São Paulo.

Outros gastos que pressionaram a inflação foram os com alimentação e bebidas.
Os custos médios nesse grupo subiram 0,78%, gerando impacto de 0,20 ponto percentual sobre o custo de vida no mês. O representante comercial José Raimundo Pereira de Sousa, 50 anos, sentiu no bolso esse impacto de preços. “Já fiz de tudo para adaptar o aumento dos preços ao meu orçamento, mas os gastos só aumentam”, criticou.

A gerente do IPCA, Irene Machado, entende que a sensação de encarecimento dos preços pelos consumidores está fundamentada na percepção do arrocho em 12 meses. “O nível de preço continua alto. O custo médio da carne caiu 0,53% em maio, mas na comparação com o mesmo período do ano passado o gasto subiu 8,08%. O preço da maioria dos alimentos ainda está alto”, avaliou. Alguns itens, no entanto, apresentam um salto nas duas bases de comparação, como a batata-inglesa. No mês, o valor do tubérculo subiu 19,12% e, em um ano, essa alta é de 74,47%.

Comportamento da inflação – Brasil
Maio 2016: 0,78 %
Acumulado do ano: 4,05 %
12 meses: 9,32%

Habitação: 2,37%
Energia: 11,22%
Condomínio: 1,25%
Saúde: 1,30%
Remédio: 2,17%
Despesas Pessoais: 0,81%
Cigarro: 3,54%
Cabelereiro: 2,34%
Artigos de Residência: 0,86%
Eletrodomésticos: 2,98%
TV e Som: 1,84%

Fonte: IBGE

Fonte: Fonte: Diario de Pernambuco

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