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Inadimplência em alta

23 de julho de 2014

Pernambuco está acima da média nacional quando se trata de dívidas. De acordo com o indicador mensal de inadimplência regional, enquanto a média do Brasil de inadimplência, em junho, teve alta de 4,39%, em relação ao mesmo período do ano passado, o total de inadimplentes do Estado cresceu 5,45%. O índice, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), também aponta que a quantidade total de dívidas em atraso no banco de dados ao qual as entidades têm acesso aumentou, em média, 5%. Em Pernambuco, o número cresceu 7,48%.

A pesquisa mostrou crescimento de inadimplentes em todos os Estados brasileiros. Pernambuco faz parte do grupo dos 16 Estados que estão acima da média de inadimplência e do número de dívidas.

Para a economista Amanda Aires, um dos fatores que pode ter influenciado o fraco desempenho do Estado foi a redução de vagas de trabalho no mês de maio. "Pernambuco fechou cerca de 10 mil vagas, o que pode ter influenciado o endividamento, pois quanto menos gente trabalha, menos renda", diz.

Além disso, o Estado tem sofrido muitas altas no preço da cesta básica. "Tivemos uma das maiores acelerações nos preços das cestas e isso aumenta o custo de vida da população, que passa a ?espremer? sua renda, aumentando as dívidas", explica. Para a economista, não há uma perspectiva de melhora até o fim deste ano. "Estamos passando por um período muito ruim e a tendência é que haja uma continuidade desse cenário", completa.

BRASIL

No mês de junho, Acre e Roraima se destacaram como os Estados em que houve a maior variação do número de consumidores inadimplentes. As altas foram de 10,58% e de 10,47%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. No Nordeste, apenas Piauí (0,95%) e Alagoas (2,49%) tiveram crescimento menor do que a média nacional de inadimplentes e de dívidas em atraso.

Na avaliação dos economistas do SPC Brasil, o resultado dos indicadores reforça a tendência de alta da inadimplência nacional, que deve se repetir ao longo do segundo semestre. "Essa tendência tem forte relação com o cenário de enfraquecimento da atividade econômica brasileira, apertada pela elevação da taxa de juros, alta da inflação e pelo menor crescimento da massa salarial", explica a economista do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, o fato de todas as unidades da federação apresentarem crescimento na quantidade de inadimplentes mostra que, independentemente das particularidades econômicas de cada região, a atividade do País como um todo está desacelerando em comparação com os anos anteriores. "O avanço da inadimplência não se deve apenas a fatores sazonais ou regionais. O detalhamento de junho do indicador mostra que o atual panorama macroeconômico tem impactado negativamente no atraso de pagamentos das dívidas no Brasil de uma forma generalizada", diz.

Fonte: Jornal do Commercio

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