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Imposto consome 145 dias dos trabalhadores

12 de maio de 2006

 

SÃO PAULO – Para desespero dos brasileiros, o impostômetro indicou ontem que, desde o início do ano, os governos municipais, estaduais e federal já arrecadaram mais de R$ 300 bilhões em impostos – um recorde, já que no ano passado esse valor foi atingido no dia 2 de junho. A informação é do Sistema Permanente de Acompanhamento das Receitas Tributárias da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

De uns anos para cá, a carga tributária tem batido recordes seguidamente. Na década de 70, cerca de dois meses de trabalho em cada ano eram destinados para pagar tributos. Nos anos 80, essa proporção subiu para três meses e, em 2006, já são quatro meses e 25 dias de trabalho destinados ao pagamento de impostos. Segundo estimativas da ACSP, só a partir do dia 26 de maio o brasileiro passa a trabalhar para si.

No ano passado, foram arrecadados R$ 732,87 bilhões em taxas e contribuições – o equivalente a 37,84% do Produto Interno Bruto (PIB). Os trabalhadores destinaram 38,35% de seu rendimento para o pagamento de impostos.

A expectativa da Associação Comercial é que, até dezembro deste ano, o impostômetro registre a marca de R$ 820 bilhões, 10% a mais que em 2005.

NA INTERNET – No Brasil, “doa-se” 145 dias de trabalho para bancar a carga tributária. Na Suécia, a média é de 185 dias, na França, de 149, na Argentina, de 97, e, por fim, no México, de 91.

De janeiro até ontem, de acordo com o impostômetro, quem vive no Estado de São Paulo gastou com tributos cerca de R$ 3 mil. No Distrito Federal, a arrecadação chegou a R$ 7,5 mil por habitante, no Maranhão e no Piauí, não passou de R$ 300.

O “impostômetro” é um painel eletrônico que informa, segundo a segundo, quanto as três esferas de governo arrecadaram desde a zero hora de 1º de janeiro. A versão virtual está disponível na internet (www.impostometro.com.br).

Fonte: Jornal do Commercio

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