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Hora de apertar o cinto

27 de janeiro de 2015

Aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito, elevação da Selic (taxa básica de juros), inflação alta e persistente, população endividada, mercado de trabalho arrefecido, energia e combustível mais caros. Juntos, esses fatores podem elevar o nível de inadimplência dos consumidores brasileiros neste ano.

Isso porque, toda vez que os impostos são elevados, o consumidor é onerado, já que sua capacidade de pagamento fica menor e o comprometimento da renda com prestações aumenta. Diante da conjuntura econômica deste início de 2015, a orientação é avaliar bem as condições financeiras da família antes de adquirir uma nova dívida.

Desde a quinta-feira passada, o IOF que incide nas operações de crédito para o consumidor passou de 1,5% para 3% ao ano. Além desse valor, o consumidor também precisa arcar com os 0,38% que incidem na abertura das operações de crédito.

Um dia antes, na quarta, pela terceira vez seguida o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, passando agora para 12,25% ao ano. É a arma que o governo tem usado para controlar a inflação, que fechou 2014 em 6,41%, levemente abaixo do teto da meta estabelecido pelo governo, de 6,5% – foi a maior alta anual desde 2011.

O aumento da Selic deixa as dívidas mais caras, em especial as dos juros rotativos do cartão de crédito e as do cheque especial, além de causar uma retração na economia como um todo. A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) mostrou em estimativas que a taxa média de juros para pessoa física pode subir até 1,31% em 2015, passando de 108,08% para 109,5% ao ano, levando em conta que a Selic pode ir a 12,5% até o fim de 2015.

Também é preciso ficar atento porque, com o aumento da Selic, o movimento de diminuição das capitalizações pelo Tesouro Nacional e a restrição ao crédito, a tendência é que os bancos públicos elevem as taxas cobradas aos clientes, apesar de em geral trabalharem com taxas inferiores às cobradas pelos bancos privados.

"Como o consumidor não estava preparado para esse aumento dos tributos, a hora é de apertar o cinto, já que o ganho real de salário menor reduz a capacidade dos consumidores de pagamento e de renegociação das dívidas", alerta o superintendente do SerasaConsumidor, braço da Serasa Experian voltado para os consumidores, Julio Leandro.

CONFIANÇA

Ontem, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulgou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC). Entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, o ICC recuou 6,7%, passou de 96,2 para 89,8 pontos. É o menor nível da série histórica iniciada em setembro de 2005.

"A queda do ICC em janeiro dá sequência à tendência observada ao longo do ano passado e parece refletir aumento da preocupação com o mercado de trabalho e com a inflação", afirma o economista do FGV/Ibre Tabi Thuler Santos. De acordo com a instituição, a queda é consequência tanto da piora da situação atual quanto das expectativas.

Fonte: Jornal do Commercio

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