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Hemobras vai atrair indústria do Lafepe

 

O Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) pretende construir uma fábrica de insumos para produzir remédios na mesma área onde será erguida a Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras), em Goiana, Mata Norte de Pernambuco. A intenção do governo do Estado é encontrar um investidor internacional para firmar uma parceria de investimento no projeto. O terreno de 385 hectares, que vai abrigar os empreendimentos, foi cedido oficialmente, ontem, pelo governo do Estado.

Aderson Araújo, diretor indicado pelo governo de Pernambuco para a Hemobras, explica que o laboratório produziria produtos que hoje são importados pelo Lafepe de países como China e Índia. O valor que será investido no projeto ainda não foi definido, mas estimativas iniciais prevêem um montante na ordem de R$ 60 milhões.

Segundo o governador do Estado, José Mendonça Filho, a empresa Lafepe Farmoquímico só será erguida depois da Hemobras. “As duas plantas vão funcionar como âncoras de um grande pólo farmoquímico. Estamos discutindo o projeto do Lafepe, mas precisamos fazer parcerias com empresas do setor de farmoquímica”, completa.

A assinatura do acordo para a entrega do terreno aconteceu no Palácio do Campo das Princesas e contou com a presença do ministro interino da Saúde, Agenor Álvares, e do presidente da Hemobras, João Paulo Baccara.

A área vai ser dividida em quatro zonas. Uma de 25 hectares vai abrigar a Hemobras. Em outra será instalada a Lafepe Farmoquímico. O restante do terreno servirá para áreas de logística, serviços e infra-estrutura, além da reserva de Mata Atlântica.

VERBA – Agenor Álvares garantiu, ontem, que o Orçamento Geral da União (OGU) vai ser sancionado na próxima semana e que a obra de construção da Hemobras deve ser iniciada no segundo semestre deste ano. De início são R$ 17 milhões em recursos de um total de R$ 35 milhões previstos para 2006. O custo total da obra é de R$ 140 milhões.

A viabilização dos recursos federais está sendo feita. Nem um partido político vai se opor a essa obra. Ela é muito importante para a região Nordeste”, garante o ministro.

O governo do Estado se comprometeu a investir na infra-estrutura para garantir o acesso ao pólo além do abastecimento de água, energia elétrica e gás natural.

A previsão é de que o pólo farmoquímico atraia investimentos na ordem de US$ 265 milhões, abrigue oito empresas e gere 820 postos diretos de trabalho.

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