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Greve suspende liberação de empréstimo via INSS
16 de junho de 2006
A greve dos trabalhadores da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) está inviabilizando a concessão de novos empréstimos consignados para os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Dataprev divulgou nota de esclarecimento declarando que desde o dia 6 deste mês, quando foi iniciada a greve, os aposentados não obtém os empréstimos. A empresa também informa que o movimento compromete o pagamento dos 24 milhões de aposentados e pensionistas em todo o Brasil.
Os empregados da Dataprev pedem um reajuste salarial de 20% e denunciam o estado precário de funcionamento da estatal, que presta serviços para o INSS. A categoria também quer participar do processo de reestruturação da empresa. O órgão informa que ofereceu um reajuste de 5% retroativo a maio deste ano e mais 1,9% em janeiro de 2007, além da discussão conjunta da sua reestruturação.
Na nota, a Dataprev chama os trabalhadores para negociar hoje, em função dos riscos que o movimento representa (ver quadro). No último dia 12, a estatal obteve liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) exigindo contingência de 25% dos empregados ativos em cada unidade da Dataprev.
São cerca de 3 mil empregados em todo País, dos quais a metade está no Rio de Janeiro. O processamento da folha de benefícios é feito naquele Estado. Gustavo Dumas, diretor de Imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados no Rio de Janeiro (Sindpd-RJ), acredita que a folha de pagamento dos segurados do INSS não deve atrasar, mas deve vir com erros. Segundo o Ministério da Previdência, a folha já começou a ser rodada.
Dumas explica que a folha de benefícios é cheia de detalhes e a ausência de alguns trabalhadores deve resultar em erros. “É um trabalho muito específico. Quem está lá dentro pode perceber a necessidade de alguns ajustes e não de outros”.
Os riscos acontecem porque sempre existem benefícios novos concedidos, outros com valores revisados, outros para serem cessados. “No quadro atual de precariedade da empresa, a greve afeta os serviços”, frisou Dumas, acrescentando que a liminar da Justiça não resolve nada. O Sindicato alerta que a Dataprev está em crise financeira e espera receber R$ 380 milhões de serviços prestados e não pagos pelo INSS. Os fornecedores e empregados terceirizados estão sem receber há quatro meses. Ivanise Ferreira, diretora do Sindpd de Pernambuco, diz que os terceirizados do Estado entrarão em férias coletivas na próxima segunda-feira.
Fonte: Jornal do Commercio
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