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Greve de fazendários já afeta estoques de lojas

 

O comércio varejista e atacadista está sentindo os reflexos da operação padrão dos auditores da Secretaria da Fazenda. A fiscalização lenta nos postos fiscais retarda a liberação das mercadorias e desabastece os estoques. A Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife já aponta prejuízos nas vendas para o Dia das Mães e admite que poderá faltar alguns produtos. A preocupação da Associação das Empresas do Comércio Atacadista de Pernambuco (Aspa) é com as festas juninas. A partir do dia 15 os empresários começam a adquirir produtos para a formação de estoques.

  Sílvio Vasconcelos, presidente da CDL-Recife, diz que os lojistas estão apreensivos porque as mercadorias estão retidas nos postos e a Secretaria da Fazenda não tem número suficiente de pessoas para liberar as cargas. “Nós estamos na época do Dia das Mães e vem o mês de junho, quando poderá haver desabastecimento de alguns produtos”, alerta. Segundo ele, os comerciantes serão prejudicados porque as compras não chegarão a tempo para as vendas. “Vamos articularcom outros setores econômicos e levar o problema à Fazenda”, diz.

  Os empresários do setor atacadista acompanham com apreensão a operação dos auditores. O setor atua no ramo de alimentos, bebidas e estivas. De acordo com Sebastião Rodrigues, presidente da Aspa, os postos fiscais não têm estrutura física para acumular as cargas apreendidas para averiguação. “Se os comerciantes se sentirem prejudicados vamos entrar com mandado de segurança na Justiça para liberar as mercadorias”, avisa. Se o movimento dos auditores prosseguir, o presidente da Aspa admite que poderá faltar algumas mercadorias.

  A indústria também acendeu o sinal vermelho. A operação padrão dos auditores poderá afetar a aquisição de insumos. “Podemos ter dificuldades na produção a médio e longo prazo”, comenta Jorge Côrte Real, presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe). Segundo ele, a área mais prejudicada é a indústria química, porque depende dos insumos importados.

  O presidente do Sindcombustíveis, Joseval Alves, diz queaté o momento os estoques dos postos de gasolina estão sob controle. Ele explica que os pedidos são feitos para atendimento em até 48 horas e o atraso de até 3 horas não interfere no abastecimento. “A longo prazo poderá afetar os municípios mais distantes da Região Metropolitana”, diz.

  No segundo dia da operação, as filas de caminhões aumentaram nos postos fiscais e deixaram os motoristas impacientes. Francelino Valença, diretor jurídico do Sindifisco, diz que a operação continuará por tempo indeterminado. “A Fazenda aposta na fiscalização virtual e quando os auditores fazem o trabalho efetivo causa transtornos aos contribuintes”, diz.

  A assessoria da Fazenda informou que não ocorrerá desabastecimento de mercadorias para o Dia das Mães e outras datas festivas. De acordo com a assessoria, as ações fiscais devem durar o tempo necessário para identificar irregularidades e se alguma carga for retida ilegalmente ou identificados excessos, a Fazenda adotará medidas para não prejudicar os contribuintes.

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