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Governo cumprirá meta de superávit

27 de julho de 2006

Brasília – Em ano eleitoral, os governos estaduais e prefeituras seguiram o exemplo do governo federal e também elevaram os seus gastos. No primeiro semestre deste ano, o superávit primário dos estados e municípios atingiu 1,17% do PIB, ante um resultado de 1,49% do PIB no mesmo período de 2005 – uma redução de 0,32 ponto porcentual. O governo central, por sua vez, reduziu seu resultado de 4,40% do PIB na primeira metade de 2005 para 3,89% do PIB em 2006.

 

  Mesmo com o aumento das despesas em todas as esferas de governo, o superávit primário de todo o setor público (União, estados, municípios e empresas estatais) continua dentro da meta, sustentado por uma arrecadação robusta e por um bom desempenho das empresas estatais. Nos primeiros seis meses deste ano o resultado ficou em R$ 57,15 bilhões, o que corresponde a 5,77% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado para o período, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central. A meta para o ano é de R$ 89,3 bilhões, ou 4,25% do PIB de 2006.

 

  O superávit primário é a economia que os governos fazem para pagar parte dos juros das suas dívidas. No primeiro semestre de 2005, o resultado primário de todo o setor público foi de R$ 59,95 bilhões, o que equivalia a 6,53% do PIB. Ou seja, o setor público como um todo reduziu o superávit em 0,76% do PIB de janeiro a junho deste ano, em relação a igual período de 2005. Essa redução permitiu o aumento dos gastos, pois, no caso do governo federal, as despesas cresceram em ritmo mais acelerado do que as receitas.

 

  No acumulado de 12 meses terminado em junho, o superávit primário do setor público ficou em 4,51% do PIB. “O resultado dá conforto ao governo para a obtenção da meta de 4,25% do PIB este ano”, disse ontem o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, ao divulgar os números. No acumulado de 12 meses terminado em junho de 2005, o superávit tinha sido de 5,12% do PIB. Por esse critério, a queda do superávit foi de 0,61 ponto porcentual do PIB.

 

  Se a União, os Estados e municípios reduziram osseus superávits, as empresas estatais federais, estaduais e municipais aumentaram fizeram o caminho inverso. O resultado primário do conjunto das estatais atingiu R$ 7,06 bilhões ou 0,71% do PIB no primeiro semestre deste ano, ante R$ 5,8 bilhões ou 0,64% do PIB em igual período de 2005.

Fonte: Diário de Pernambuco

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