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Fundação CDL incentiva a responsabilidade social
19 de março de 2006
O trabalho desenvolvido pela Fundação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife tornou-se referência nacional e levou a entidade a criar um novo projeto: o Brasil Social Nordeste. Através dele, a fundação vai atuar diretamente no estímulo à criação de projetos similares por outras câmaras da região. Inicialmente, o projeto será desenvolvido nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte.
De acordo com o presidente da Fundação, Eduardo Catão, a criação desse projeto é resultado também dos prêmios recebidos pelo trabalho realizado pela CDL Recife. Entre eles estão o de Mérito Lojista, concedido pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, e o de Responsabilidade Social, concedido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). “A partir daí, começamos a receber representantes de CDLs do País todo, de Porto Alegre a Manaus, querendo conhecer o nosso trabalho”, comentou Catão.
Foi essa procura que levou a Fundação a “deixar os muros da sua sede, no Curado” e criar o projeto Brasil Social Nordeste. O presidente explica que até mesmo as CDLs de outras cidades pernambucanas vêm buscando o apoio da sua correlata recifense para elaborar esse tipo de ação. Para desenvolver o projeto, a Fundação CDL obteve o financiamento da Fundação Kellogg, dos Estados Unidos.
Com isso, a Fundação vai iniciar o processo de fomento e apoio às iniciativas de responsabilidade social dessas entidades. A idéia também é transferir conhecimento sobre o trabalho realizado no Recife que, este ano, completa 45 anos de existência. Atualmente, a fundação atende a 600 alunos com idade de quatro anos e meio a 14 anos. No horário da manhã, eles estudam na escola municipal mantida pela Prefeitura do Recife no local. No horário da tarde, eles têm atividades como artes, esportes e língua estrangeira.
Além disso, outros 180 adolescentes com idade entre 16 e 24 anos têm acesso aos programas profissionalizantes da fundação, que incluem cursos de capacitação e trabalho nas empresas júnior de marcenaria, serigrafia e panificação e pastelaria. A idéia é prepará-los para inserção no mercado de trabalho. Aos poucos, a fundação vem conseguindo mobilizar os empresários do varejo do Recife e muitos já trabalham de forma voluntária no local.
Fonte: Jornal do Commercio
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