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FUNCIONALISMO PÚBLICO – Servidor cobra investimento de R$ 5,3 milhões para o HSE

 

O Hospital do Servidor do Estado (HSE) precisa de um investimento da ordem de R$ 5,3 milhões do governo do Estado. Esse é o pleito da Associação de Saúde dos Servidores Estaduais (Assepe) para que o hospital amplie a sua capacidade de atendimento e o Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores (Sassepe) reduza os seus custos com a rede credenciada de hospitais. A Assepe quer se reunir ainda este mês com o secretário de Administração do Estado, Paulo Câmara, para solicitar os investimentos.

A Associação também quer discutir a revisão do aporte mensal do Estado para custear o plano de saúde. Pela legislação da Assepe, esse aporte é reajustado todo mês de janeiro. O governo atualmente gasta R$ 3,9 milhões mensais com a manutenção do plano de saúde e os titulares do plano contribuem com 4,5% do salário. Cada dependente custa de 1% a 2,5% da remuneração do servidor público, percentual que varia conforme a faixa etária. A receita total no mês chega a R$ 11 milhões.

De acordo com Florentina Cabral, presidente da Assepe, o HSE não tem estrutura necessária e muitos servidores precisam ser atendidos na rede credenciada de hospitais. “É necessário ampliar o número de leitos de UTI, reformar as enfermarias, informatizar o hospital, reformar o setor de arquivo”, elenca Florentina. Paulo Câmara respondeu que terá reunião com a nova presidente do Instituto de Recursos Humanos (IRH), Ana Cavalcanti, para tratar do assunto. Ana ficou de apresentar, ainda esta semana, um relatório sobre a situação do hospital e as providências urgentes. O IRH é responsável pela gestão do Sassepe.

O secretário recebeu ontem o Sindicato dos Servidores Públicos Civis de Pernambuco (Sindserpe) para se apresentar e estreitar relações. Câmara disse que ainda não há como dizer se o governo poderá conceder reajuste salarial este ano, pois tudo depende das finanças estaduais. “O servidor reclama e tem razão. O nível salarial no Estado não é alto, o nível de capacitação está bem aquém. Existe uma convergência de idéias”, reconhece. Pela situação do Estado em agosto do ano passado, as despesas com pessoal comprometiam 43% da receita corrente líquida. O limite de alerta imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal é de 46,55%. Mas o secretário acredita que essa relação hoje já é diferente.

Câmara também concorda com a necessidade de reduzir as discrepâncias salariais existentes no Estado. Questão que será analisada dentro do Estado do ponto de vista legal e financeiro. De acordo com o Sindserpe, existem 14 mil servidores que recebem abono salarial para ter uma remuneração total igual ao salário mínimo de R$ 350. Todas as discussões serão feitas na mesa permanente de negociação. Câmara acredita que a mesa começa a operar em maio.

Tivemos a impressão de que o governo está com disposição para enfrentar dificuldades. A partir de hoje, vamos dar continuidade às discussões”, declarou Renilson Oliveira, coordenador-geral do Sindserpe.

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