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FMI: Brasil entre os cinco emergentes vulneráveis

30 de julho de 2014

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera o Brasil uma das cinco economias emergentes mais vulneráveis do mundo atualmente, em situação frágil para enfrentar uma possível deterioração das condições globais. O país seria afetado de forma dura se o processo de normalização das políticas monetárias das nações ricas – retirada de estímulos e aumento dos juros – for acidentado e se os próprios emergentes continuarem crescendo abaixo do esperado, como ocorre há três anos.

Combinados, esses fatores podem gerar turbulências, limitar e encarecer o acesso a recursos, derrubar as commodities que alimentam as exportações, aumentar dívidas e travar investimentos, reduzindo ainda mais a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de apenas 2% em 2015.

Fazem companhia ao Brasil a Índia, Turquia, Indonésia e África do Sul. No caso de novo furacão financeiro, essas nações arcariam com a maior elevação dos juros dos títulos soberanos e privados, a queda mais acentuada dos preços de ativos em seus mercados (como ações na Bolsa) e a desvalorização cambial mais robusta. Os cinco países já tiveram um ensaio do tipo de agruras por que podem passar, após os EUA indicarem que começariam a retirar os estímulos à economia americana, em maio do ano passado. Nos sete meses seguintes, os cinco emergentes sofreram reversão de expectativas, fuga de capitais e perda de valor da moeda frente ao dólar, acentuando problemas domésticos. A ação do Fed, banco central dos EUA, começou em novembro. Até outubro deste ano, o Fed vai acabar com o programa de compra de títulos.

Em resposta ao FMI, o ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou ontem que o Brasil não é uma economia vulnerável do ponto de vista das suas contas externas. Mantega afirmou que a maioria dos analistas e investidores internacionais não compartilha dessa visão. Prova disso seria a valorização de quase 10% do real no primeiro semestre, período em que a Bolsa de Valores subiu mais de 20%, em parte com a entrada de capital estrangeiro.

Fonte: Jornal do Commercio

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