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Exportações sofrem abalo

2 de julho de 2006

 

A greve dos auditores da Receita Federal também está comprometendo o esforço exportador da indústria. Em Pernambuco, onde pelo menos 400 contêineres estão parados no pátio do Terminal de Contêineres do Porto de Suape (Tecon), os embarques registraram queda de 17,6% em maio, no comparativo com igual período do ano passado. O faturamento das exportações despencou de US$ 62,2 milhões para US$ 51,2 milhões. A paralisação dos auditores é apontada como um dos motivos para o desempenho negativo das vendas externas.

  O presidente do Centro das Indústrias de Pernambuco (Ciepe), Aurélio Nogueira, diz que o atraso nas entregas prejudica a imagem das empresas no mercado internacional. “Os importadores querem receber suas encomendas em dia. A demora no desembaraço de cargas nos portos e aeroportos podem comprometer vendas futuras”, defende. Há 15 dias, o Ciepe entrou com uma liminar pedindo a liberação das cargas de importação e exportação das empresas pernambucanas, mas até agora o pedido ainda não foi julgado.

  Nogueira também destaca que a demora de liberação das importações também está prejudicando o processo produtivo das indústrias que dependem de insumos comprados no mercado externo, além de aumentar os custos com aluguel de armazéns e contratos de fretes.

  Sondagem Especial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no início deste mês, revela que 64,3% das grandes empresas e 60,2% das médias e pequenas indústrias afirmam que a preservação do cliente é o principal motivo para a manutenção das vendas externas. Por isso, a importância de manter corretamente o cronograma de entregas.

  Na lista das 40 maiores empresas exportadoras de Pernambuco, divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), grandes companhias aparecem com recuo no faturamento dos embarques. Uma delas é a Alcoa, que está investindo US$ 30 milhões para ampliar em 30% a produção de laminados da fábrica de Itapissuma, com foco no mercado externo. De janeiro a maio, os embarques caíram 24,61%, no comparativo com igual período de 2005. A receita foi reduzida de US$ 13,6 milhões para US$ 10,3 milhões.

Fonte: Diário de Pernambuco

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