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Estado vai antecipar o pagamento do 13º salário

 

Os 168 mil servidores públicos do Estado terão 40% do 13º salário pagos no mês de setembro e os 60% restantes depositados em novembro. O governador Mendonça Filho anunciou, ontem, o calendário do 13º salário e das folhas de agosto até dezembro. Uma das grandes novidades do anúncio foi o compromisso do Estado de honrar todas as folhas do ano, inclusive a de dezembro, ainda em 2006. Todas as contas serão pagas até o dia 28 de dezembro. Nos exercícios anteriores, o último salário sempre era desembolsado em janeiro do ano seguinte.

Entre 30 de agosto e 28 de dezembro, haverá um incremento de R$ 1,8 bilhão na economia do Estado. As despesas mensais com os servidores públicos giram em torno de R$ 300 milhões. O próximo pagamento, relativo ao salário de agosto, será realizado entre os dias 30 deste mês e 6 de setembro. Como a primeira parcela do 13º salário também será depositada em setembro, cerca de R$ 420 milhões movimentarão a economia do Estado no próximo mês.

O governo rodará uma outra folha para pagar o 13º salário. Ou seja, ele não será depositado junto com o salário de agosto. Seis dias após o término do calendário de agosto, o governo do Estado inicia o pagamento da primeira parcela do abono natalino. Outra reivindicação antiga dos servidores públicos atendidas neste momento é a conclusão do pagamento de cada folha salarial até o quinto dia útil do mês subseqüente. “Essa é a nova realidade do calendário dos servidores de Pernambuco”, declarou o governador.

Mendonça Filho argumentou que a antecipação do 13º salário e das demais folhas de pagamento foi possível graças à atual saúde financeira do Estado. O governador garantiu que o equilíbrio nas contas públicas permitirá manter um calendário menor nos próximos anos e não somente em 2006. Segundo Maria José Briano, secretária da Fazenda, o total de R$ 1,8 bilhão desembolsado até o final do ano é proveniente de recursos próprios do Estado. “Fizemos a provisão para o 13º salário desde janeiro deste ano”, acrescentou Briano.

O governador ressaltou o trabalho de ajuste fiscal do Estado. “O déficit orçamentário era de R$ 1,3 bilhão em 1998 e chegamos a um superávit de R$ 116 milhões no ano passado”, compara. O resultado orçamentário é a diferença entre as receitas e as despesas do Estado. “O Estado em desequilíbrio não consegue executar as políticas públicas básicas”, diz. Mendonça Filho ressalta que o Estado está cumprindo todos os critérios de responsabilidade fiscal.

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