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Estado garante refinaria

22 de maio de 2015

Em meio ao silêncio insistente da Petrobras sobre sua atuação em Pernambuco – especialmente sobre o futuro da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) -, o secretário de Desenvolvimento do Estado, Thiago Norões, revelou que a estatal tem o compromisso de retomar as obras da usina. Com o impacto das investigações da operação Lava Jato, os serviços de construção foram interrompidos no início do ano, com quase 90% das obras concluídas.

"Seria criminoso se isso (a retomada) não acontecesse", disse o secretário. Questionado se o governo estadual estava seguro da retomada, ele foi incisivo: "Não tenho dúvidas disso". "Você não para uma obra como essa. Até porque a refinaria, do ponto de vista de negócio, é algo totalmente viável", frisou Norões, ao destacar que o Brasil tem necessidade de refino e a Petrobras precisa de produtos acabados.

O posicionamento do secretário ganha realce à medida que a Petrobras se cala diante das incertezas sobre seus investimentos em Pernambuco. A Rnest é o maior deles. Mas o impacto da "paralisia" da estatal também afeta o Complexo Industrial Químico-Têxtil (PQS), subsidiária da estatal, e o Estaleiro Atlântico Sul, que opera exclusivamente para fornecer embarcações para a Petrobras e para outra subsidiária, a Transpetro. Há, ainda, efeitos nocivos em toda a cadeia de fornecedores do setor. Ontem, a companhia foi procurada novamente pela reportagem, sem sucesso. A empresa não se pronuncia desde a intensificação da crise interna da empresa, por conta da Lava Jato, operação da Polícia Federal que investiga corrupção na estatal. Talvez algum posicionamento oficial venha com a divulgação do novo balanço, previsto para o próximo mês.

Para Norões, no entanto, o Estado está em boa condição se comparado ao Maranhão e ao Ceará, Estados que não receberão mais as refinarias Premium I e II, segundo anunciou a Petrobras. "Temos uma refinaria funcionando", defende o secretário. De acordo com Norões, atualmente a Rnest opera com 30% a 35% de sua capacidade, que é de 230 mil barris/dia (bpd). A última informação divulgada pela Petrobras era de 19%.

Segundo o sindicato que representa os trabalhadores da refinaria, atualmente cerca de 500 pessoas está no quadro funcional da usina. A previsão era que agora 1.500 pessoas estivessem trabalhando na indústria quando ela fosse terminada – o que deveria acontecer no próximo mês, segundo previsões da própria Petrobras, divulgadas em janeiro deste ano.

Fonte: Jornal do Commercio

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