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Estado garante posse de terreno para a Hemobras
11 de abril de 2006
O governo do Estado efetuou ontem um depósito de R$ 1,02 milhão referente ao terreno desapropriado para compor o pólo farmacoquímico de Goiana, onde será construída a sede da Hemobras. Com isso, Pernambuco cumpre uma das últimas etapas para dar início ao empreendimento.
“Agora falta muito pouco”, reconheceu o presidente da Hemobras, João Paulo Baccara. Com o depósito em juízo, Pernambuco vai requerer ao juiz da comarca de Goiana o termo judicial de posse. “Com isso, o terreno está liberado para ser integralizado como capital de Pernambuco para a Hemobras”, esclarece o procurador-chefe adjunto de Pernambuco, Roberto Pimentel, que participou das negociações. Em 40 dias, a Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Ad/Diper) vai cercar o local e providenciar a infra-estrutura básica, como água e energia elétrica, conforme acertado com a Hemobras.
Pernambuco deve participar do capital da Hemobras com o terreno mais um aporte de R$ 100 mil. O capital total da estatal é de R$ 6,640 milhões. O dinheiro do depósito de Pernambuco para o terreno saiu do orçamento da Secretaria de Saúde. “A secretaria já tinha reserva no orçamento”, esclarece Aderson Araújo, diretor indicado por Pernambuco para a Hemobras.
Apesar de cumprir essa parte do cronograma, a obra da Hemobras está bastante atrasada. A perspectiva, segundo Baccara, é que apenas no fim do ano as primeiras obras da fábrica em Goiana devem ser levantadas. Isso se tudo correr bem, com a compra da transferência tecnológica ocorrendo sem entraves. Até o fim do mês, o Conselho Diretor da Hemobras deve se reunir e apreciar a proposta de Pernambuco para fazer parte do capital. Ao contrário do que chegou a ser cogitado, a Hemobras não deve realizar concurso público este ano para preenchimento das futuras vagas, o que só será feito em 2007. Atualmente, a estatal só tem plano de cargos para as funções comissionadas.
A Hemobras dispõe de R$ 35 milhões de recursos, incluindo a verba necessária para manter o escritório-sede em Brasília, uma parte dos recursos para custear a transferência tecnológica que será adquirida de empresas estrangeiras e a parceria para o desenvolvimento da cola de fibrina em parceria com o Hemope.
Fonte: Jornal do Commercio
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