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Estado empunha bandeira do choque de gestão

4 de maio de 2007

 

O governo Eduardo Campos (PSB) aposta na eficiência e redução de custos como marcas da atual administração do Estado. E já começará a adotar essa postura na próxima segunda-feira, quando a Secretaria de Planejamento (Seplan) anunciará um novo modelo de gestão, integrando diversas outras pastas do Executivo. Mas a guinada mais importante será o anúncio, no próximo dia 14, de um choque de gestão em Pernambuco, com a contratação do Instituto de Desenvolvimento de Gestão (INDG). Capitaneado pelo consultor Vicente Falconi, o INDG vem brilhando no meio político e fechando contratos com diversos governos estaduais, principalmente para a contenção de despesas. Na gestão passada do governador tucano Aécio Neves (MG), o trabalho de Falconi rendeu uma economia de R$ 2 bilhões aos cofres daquele Estado. O governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) espera cortar R$ 1,5 bilhão em custos, nos próximos 18 meses.

O anúncio do contrato terá a presença do empresário Jorge Gerdau, amigo pessoal e entusiasta do trabalho do consultor. Gerdau foi o “descobridor” de Falconi e, graças ao trâmite do empresário em Brasília – o que chegou a render-lhe o status de ministeriável para a pasta federal de Desenvolvimento, Indústria e Comércio –, terminou dando ainda mais visibilidade ao INDG. Via de regra, o serviço da consultoria é bancado pela iniciativa privada, através de recursos provenientes de um conjunto de empresas. A captação da verba para a atuação de Falconi, em Pernambuco, ficará a cargo de Gerdau. O foco da INDG no Estado serão as Secretarias de Saúde, Educação e Defesa Social, conforme antecipou o Blog de Jamildo e confirmou ontem o secretário da Fazenda, Djalmo Leão, cuja pasta também será alvo das medidas (conferir matéria abaixo).

Leão fez questão de enfatizar, contudo, que a articulação com a INDG está a cargo do secretário de Planejamento, Geraldo Júlio, que foi procurado pelo JC para comentar o assunto, mas não respondeu à reportagem. A assessoria de imprensa da Seplan informou que Falconi destacará 46 consultores para trabalhar durante seis meses nas secretarias, “instrumentalizando as equipes do governo através de planos de ações, metas, prazos e indicadores, e mais um ano acompanhando os resultados desse processo.” Ainda de acordo com a Seplan, o programa foi batizado de “Modernizando a Gestão Pública”.

A expectativa sobre o trabalho de Falconi é grande. No entanto, o consultor nem sempre viu suas metas atingidas. Depois de diagnosticar a necessidade de enxugar R$ 145 milhões em custos no governo gaúcho, no ano passado, o especialista primeiro viu a meta ser rebaixada para R$ 130 milhões e depois viu o Executivo do Rio Grande do Sul ficar abaixo do esperado, com R$ 60 milhões em economia.

Fonte: Jornal do Commercio

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