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Estado é vice em demissões
22 de maio de 2014Pernambuco foi o segundo Estado da federação que mais demitiu durante o mês de abril, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Durante o mês foram admitidas 50.552 pessoas com carteira assinada e demitidas 60.788, resultando num saldo negativo de 10.236 postos de trabalho, ou um decréscimo de 0,76% em relação ao mês anterior. Apesar de no nível nacional o Caged ter registrado um saldo positivo de 105.384 vagas de empregos formais, o MTE avaliou o resultado como o pior registrado para um mês de abril em 15 anos.
Para o diretor de Estudos da Agência Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães, o resultado de Pernambuco foi fortemente influenciado pela entressafra da indústria sucroalcooleira. "Boa parte disso é resultado das demissões na indústria do açúcar e álcool e das plantações de cana, pois é neste período que começa a entressafra pesada. Se não tem cana para plantar, não tem nada para moer, afetando a indústria e o campo", comentou. O Estado de Alagoas, que também tem forte presença da indústria canavieira foi o que mais demitiu, com saldo negativo de 12.321 mil empregos.
A indústria de transformação foi onde ocorreu a maior parte das demissões, registrando saldo negativo de 6.555 vagas, ou redução de 2,88% em relação ao mês anterior. O subitem Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, onde o setor sucroalcooleiro está inserido, demitiu 9.236 trabalhadores e contratou 2.175, registrando saldo negativo de 7.061 postos com carteira assinada, ou redução de 7,93% em relação a março. Outras indústrias, como a de produtos minerais, indústria mecânica e de material elétrico também demitiram mais do que contrataram, mas na maior parte dos subgrupos da indústria o saldo foi positivo, reforçando a ideia de que o maior impacto veio da indústria canavieira.
A construção civil também demitiu mais do que admitiu, gerando um percentual negativo de 2,13% em relação a março. A maior parte das demissões aconteceram no interior, mas o movimento foi intenso na Região Metropolitana do Recife, com saldo negativo de 1.766 postos. "Isso pode ser resultado da desmobilização de obras no Complexo de Suape, mas pode ter relação também com o clima, já que entramos no período de chuvas", destacou o economista.
Os dados de abril reforçam a tendência de demissões no acumulado do ano, com o saldo negativo de 1,60% nos quatro primeiros meses de 2014. Em 12 meses, no entanto, a geração de empregos no Estado se mantém positiva em 2,42%, com resultado positivo de 31.824 postos de trabalhos gerados. Com 18.772 de saldo, o setor de serviços foi o que mais contribuiu na geração de empregos neste período.
Fonte: Jornal do Commercio
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