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Esgotos terão R$ 1 bilhão

29 de julho de 2014

A Odebrecht Ambiental em parceria com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vão investir quase R$ 1 bilhão para implantar e recuperar o sistemas de esgoto, além de implantar estações de tratamento em 10 localidades na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Goiana. Desse total, cerca de R$ 800 milhões serão investidos pela Odebrecht Ambiental (em três anos) e R$ 198 milhões pela Compesa até julho de 2015.

As localidades beneficiadas serão Janga, Olinda, Cordeiro, Gaibu, Porto de Galinhas, São Lourenço da Mata, Jardim São Paulo, Prazeres e Cabo de Santo Agostinho, além de Goiana. As cinco primeiras localidades devem receber o investimento até julho de 2015. As seis restantes, incluindo dois sistemas de Goiana (o do Centro e de Ponta de Pedras) terão as obras realizadas nos próximos três anos. A implantação do serviço beneficiará cerca de 809 mil pessoas que moram nesses lugares.

Responsável pelo Programa Cidade Saneada, a Odebrecht Ambiental fez uma Parceria Público-Privado (PPP) com a Compesa. A iniciativa pretende atingir a coleta de 90% do esgoto na RMR e Goiana em 12 anos e tratar 100% do que for coletado. A Odebrecht ambiental vai explorar o serviço, como concessão, por 35 anos. Até ontem, a Odebrecht Ambiental respondia pelo nome de Foz do Atlântico Saneamento S.A. A empresa mudou o nome para haver uma integração com a marca usada em outros locais do País.

Ontem, executivos da Compesa e da Odebrecht Ambiental concederam uma coletiva para divulgar os números do primeiro ano da concessão (entre julho de 2013 e julho de 2014), quando foram investidos R$ 115 milhões. Nesse período, foram realizados 36 mil atendimentos a usuários, 558 obras de recuperação de redes e um mil quilômetros de vias desobstruídas, além de recuperação de estações de tratamento, segundo a Odebrecht Ambiental.

"Começamos o segundo ano dentro do que estava previsto. Estamos atendendo 90% dos chamados telefônicos para resolver algum problema em até 48 horas, o que é um avanço", disse o presidente da Odebrecht Ambiental em Pernambuco, Pedro Leão. No segundo ano da concessão (entre julho de 2014 e julho de 2015), serão investidos R$ 198 milhões pela Compesa e R$ 230 milhões pela Odebrecht Ambiental. Dentro das obras a serem realizadas, a Odebrecht Ambiental está analisando a implantação de um esgoto a vácuo em Goiana, que teria a sua rede mais próxima ao solo ( cerca de 90 cm) e o esgoto seria puxado por bombas para a rede coletora.

Ao ser questionado porque depois de um ano de intervenções as ruas da RMR continuam alagando com qualquer chuva, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, explicou que a parceria entre as duas empresas prevê a coleta e o tratamento dos esgotos e que a drenagem (o sistema que deveria escoar a água da chuva) continua sendo uma atribuição das prefeituras. Segundo ele, o que a PPP pretende fazer é retirar as conexões de esgoto que estão ligadas à rede de drenagem.

Em 35 anos da concessão, a PPP prevê investimentos de R$ 1 bilhão bancado pela Compesa e de R$ 3,5 bilhões sob responsabilidade da Odebrecht Ambiental. Atualmente, apenas 35% do esgoto é coletado nos 14 municípios da RMR e Goiana (Mata Norte).

Fonte: Jornal do Commercio

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