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Entrega coletiva de cargos

13 de novembro de 2014

BRASÍLIA – O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, informou ontem que "mais de 10, 15 ministros", inclusive ele mesmo, já apresentaram uma carta colocando o cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff. Na avaliação de Mercadante, o gesto é meramente "diplomático" e de "agradecimento por ter participado" do atual governo.

"Estão chegando muitas (cartas) hoje (ontem), mas seguramente mais de 10, 15 ministros já apresentaram. Tem algumas que foram direto para o gabinete da presidenta. É uma formalidade, foi uma sugestão minha, da Miriam Belchior, faz quem quiser", disse o ministro, em coletiva de imprensa concedida no Palácio do Planalto.

"É um gesto de gentileza, e não tem prazo, não. O governo vai até 31 de dezembro. É uma forma de demonstrar publicamente esse espírito que foi a campanha da presidente Dilma, de uma equipe nova e um governo novo. Ela tem a total liberdade (de mudar a equipe), pode trocar o ministro que quiser na hora que achar oportuno", comentou Mercadante. De acordo com o ministro da Casa Civil, a maioria dos ministros se manifestou "totalmente favorável" à ideia.

Questionado quais os ministros que teriam já encaminhado a carta, Mercadante respondeu: "Quais as cartas que chegaram eu não vi. Toda hora está chegando, isso aí não é um problema. Os que não quiserem não precisa, não é obrigatório. Isso já vinha acontecendo desde a semana passada."

MARTA

O ministro-chefe da Casa Civil disse que não trabalha com o cenário de a ministra da Cultura, Marta Suplicy, sair do Partido dos Trabalhadores, após pedir demissão do atual cargo.

"Eu sou companheiro dela há mais de 30 anos, é um quadro importante para São Paulo e para o Senado Federal, especialmente agora que o Suplicy (Eduardo Suplicy, derrotado nas últimas eleições) não estará mais. Acho que ela tem um papel muito importante no debate do Senado, tenho certeza que ela cumprirá isso", comentou Mercadante, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

Para assessores palacianos, a atitude de Marta – de entregar uma dura carta de demissão enquanto a presidente Dilma Rousseff estava fora do País – foi vista como uma sinalização de que ela pode se desligar do PT para se filiar ao PMDB, caso a sigla não lhe permita disputar uma prévia com o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na definição do candidato petista que disputará as eleições municipais de 2016.

Mais cedo, o presidente da República em exercício, Michel Temer, disse que não sabe "ainda" se a senadora licenciada por São Paulo pode se filiar ao PMDB. O marido de Marta, o empresário Márcio Toledo, é amigo de Temer.

Fonte: Jornal do Commercio

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