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Entidades reagem

 

As entidades de classe ligadas ao setor de segurança pública consideraram insuficiente o número de vagas anunciadas ontem pelo estado. As maiores críticas vieram do Sindicato dos Agentes Penitenciários, uma vez que não haverá contratações para reforçar a segurança nos presídios. O diretor da entidade, Ricardo Valença, lembra que há uma liminar na Justiça obrigando o estado a contratar pelo menos dois mil agentes penitenciários até outubro deste ano, fruto de uma ação civil movida pelo Ministério Público de Pernambuco. Os agentes estão em greve há quatro meses e desde então realizam uma operação padrão. “Isso é lamentável, mas vamos continuar aguardando o cumprimento da liminar. Hoje temos 926 agentes, mas pelo menos 5 mil seriam necessários”, afirmou Valença.

O secretário Rodney Miranda justificou que a categoria será contemplada em um concurso à parte, ainda este ano, mas sem número de vagas definido. “Estamos concluindo um levantamento sobre o sistema prisional, e qualquer definição agora seria precipitada”. Quanto à liminar, o secretário informou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) entrará com recurso.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) também queria mais vagas. “Essas contratações vão resolver o problema dos delegados e dos escrivães. Mas o número de peritos, legistas e dactiloscopistas é pequeno”, afirmou o presidente da entidade, Cláudio Marinho. “O número de agentes, que fazem o trabalho do dia-a-dia, também é um problema. Dos 1,2 mil contratados no concurso de 1998, 400 saíram da corporação. Contratar 800 agora não ajudará a resolver o acúmulo de inquéritos e a falta de policiais no interior”.

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