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Eduardo com Lula no Planalto

31 de outubro de 2006

 

Menos de 48 horas após vencer o atual governador Mendonça Filho (PFL), o governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), reúne-se hoje com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto. O encontro acontece antes da audiência que Lula pretende agendar com todos os governadores eleitos nos primeiro e segundo turnos. O presidente telefonou para o seu ex-ministro da Ciência e Tecnologia, ontem pela manhã, convocando-o para uma conversa reservada na qual deve, inicialmente, avaliar o novo quadro político nacional. Eduardo confessou, no entanto, que não vai perder tempo e, se o presidente permitir, já apresentará um documento com reivindicações para ampliar as parcerias da União com o Estado. “Temos uma pauta grande”, frisou, sem detalhar quais são estes pontos.

O governador eleito deixou claro ontem que pretende mostrar resultados rápidos e concretos para a população. Ele quer provar que suas promessas de campanha são viáveis, como a construção de três hospitais na Região Metropolitana do Recife. Por isso, está preocupado em fazer um mapeamento sobre os atuais acordos firmados com o governo federal, os empenhos que ainda serão liberados até o final do ano, as diretrizes dos orçamentos da União e do Estado para o próximo ano e as perspectivas de negociar convênios com instituições internacionais.

Além de tratar destas questões relacionadas ao seu futuro governo, Eduardo Campos também deve incentivar o presidente a viabilizar o fortalecimento da Sudene, “sem os erros do passado”. Ele avalia que os eleitores do Nordeste deram um recado claro nas eleições, condenando a política de guerra fiscal travada entre os Estados. O socialista defende uma união dos atuais governadores da região em torno de uma política diferenciada para o Nordeste.

A gente tem que ter compromisso com a unidade do Nordeste. A Sudene tem que ser fortalecida. O modelo atual de guerra fiscal foi derrotado. Temos que ser coerentes com o resultado das urnas. Não queremos privilégios nem favores, mas nos fortalecer. Temos que ter políticas de desenvolvimento para que a região cresça”, justificou. Ele considerou que a maioria dos atuais governadores teve uma “visão atrasada” quando procurou compensar a extinção da Sudene com a busca de incentivos individuais. O projeto de recriação da ex-estatal ainda tramita no Congresso Nacional, apesar de ter sido uma promessa da primeira campanha de Lula.

Eduardo também vai dizer ao presidente que é favorável a um esforço político nacional para se discutir e aprovar as reformas política e tributária. “Temos que começar a conversar logo porque este tipo de matéria não se vota de uma só vez”, ponderou. O governador eleito também terá um encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para discutir projetos em andamento e outros pleitos para o Estado. “Falamos por telefone. Pedi ajuda a ela, lembrando que aqui o compromisso assumido com a população é grande”, contou. Segundo disse, Dilma, que era amiga de Arraes, respodeu que estava feliz com sua vitória e se colocou à disposição para colaborar.

Eduardo Campos informou ainda que vai reassumir a presidência nacional do PSB, só não adiantou quando isto ocorrerá. Disse que tentará conciliar as funções de governador com as de líder partidário. “Vou tentar compatibilizar. É uma questão de distribuir tarefas e cobrar resultados”, explicou.

Fonte: Jornal do Commercio

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