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Economista defende criação de metas

19 de novembro de 2006

 

Um plano de metas de desenvolvimento para a região deveria vir antes da recriação da Sudene, segundo o consultor da Contagem e professor da Faculdade Boa Viagem, José Raimundo Vergolino. “Atualmente, não se tem um plano estratégico de crescimento para o País nem para as regiões”, lamentou.

A nova Sudene deveria ser independente do ministério da Integração Nacional e diretamente ligada à presidência da República para ter mais força política”, contou o economista. Isso também é defendido por políticos e líderes empresariais.

A nova Sudene deveria ser um órgão deliberativo, segundo economistas e políticos entrevistados pelo Jornal do Commercio. “Essa agência de desenvolvimento teria que implantar melhorias na infra-estrutura, articulação de grandes investimentos para o Nordeste e uma política pública integrada para a região”, ponderou o governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos.

O professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ricardo Chaves, defende que a nova Sudene crie um ambiente para novos negócios na região com o desenvolvimento de estudos, articulações e parcerias que integrem os órgãos de financiamento – como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco do Nordeste – com o que já existe de pesquisa nas universidades e na Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa).

A criação da Sudene também é necessária, na opinião do presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Corte Real. “Ela atuaria na coordenação de ações e projetos de infra-estrutura que alavanquem o desenvolvimento regional”, falou Jorge.

Fonte: Jornal do Commercio

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