Notícias
Dólar ruma para R$ 2,90
12 de fevereiro de 2015O dólar acelerou a tendência de alta ontem e pode alcançar em breve o patamar de R$ 2,90, na avaliação de analistas ouvidos pela reportagem. Nas casas de câmbio do Recife, a moeda americana já passa dos R$ 3.
O dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu pelo quarto dia seguido. A moeda teve valorização de 1,99% na sessão de ontem, passando de R$ 2,823 para R$ 2,879. É o maior patamar desde 25 de outubro de 2004, quando fechou a R$ 2,889. Na máxima do dia, o dólar bateu R$ 2,882. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, encerrou o dia com alta de 1,33%, a R$ 2,874, maior valor também desde 25 de outubro de 2004. Na máxima, bateu R$ 2,883.
Para analistas, a velocidade de valorização da moeda americana vista nos últimos dias e a persistência dos fatores que pressionam o valor da divisa para cima podem fazer com o dólar alcance em breve o patamar de R$ 2,90. "O ritmo da desvalorização do real preocupa, e não a desvalorização em si. O real está pressionado por fatores que provocam a desvalorização, principalmente internos. Mas o movimento está ocorrendo mais rápido que o imaginado pela falta de suporte político da presidente Dilma Rousseff para levar adiante o ajuste fiscal necessário para colocar as contas públicas em trajetória sustentável", afirma Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil.
Ontem, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) voltou a defender as medidas de ajuste nos gastos do governo federal ao afirmar que o reequilíbrio fiscal é crucial para preservar as conquistas no campo da inclusão social já alcançadas.
O dólar fortalecido também é um fator importante para ajudar a indústria brasileira e os exportadores, ao mesmo tempo em que pode significar uma redução da importação e um reequilíbrio da balança comercial. Em 2014, o País registrou rombo recorde nas contas externas. Os gastos brasileiros superaram as receitas em moeda estrangeira em US$ 90,9 bilhões, o equivalente a 4,17% do PIB. Esse resultado é o pior desde 2001.
A possibilidade de racionamento de energia e de água também preocupa, pois os cortes podem afetar o desempenho das empresas e prejudicar ainda mais a produtividade, em um cenário em que os analistas já preveem crescimento zero em 2015.
Ontem, o BC deu continuidade às atuações diárias no mercado de câmbio, vendendo 2.000 contratos de swaps cambiais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro). Foram vendidos 1.690 contratos para 1º de dezembro de 2015 e 310 contratos para 1º de fevereiro de 2016, com volume de US$ 98 milhões. Para os analistas, o Banco Central poderia intensificar o ciclo de aperto monetário, com aumentos mais expressivos da taxa básica Selic, para tentar conter o impacto da alta do dólar na inflação.
A hipótese cada vez mais forte de o Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevar suas taxas de juros antes de junho é uma das grandes influências externas que pressionam em alta a cotação da moeda. Com juros mais altos nos EUA, recursos internacionais poderiam se direcionar para investimentos em títulos americanos. Diante da perspectiva de entrada menor de dólares no Brasil, o preço da moeda americana sobe.
Fonte: Jornal do Commercio
Notícias
Pix acima de R$ 5 mil não vai pagar imposto de renda. Entenda
Com a entrada em vigor da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, […]
IR zero para quem ganha até R$ 5 mil vale a partir deste mês
Os impactos da nova tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 começam a ser percebidos nesta semana, no contracheque […]
Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro
Cerca de 183 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as […]
IFI: em ano eleitoral e de Copa do Mundo, governo deve buscar equilíbrio fiscal
Em 2026, o governo federal deve concentrar esforços em uma gestão fiscal de curto prazo e adiar medidas estruturais. A […]