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Dólar fecha semana com alta de 1,32%
25 de março de 2006
Com o cenário externo no centro das atenções, o mercado doméstico encerrou a semana com resultados um pouco negativos. O dólar teve alta de 1,32% na semana. Ontem, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 2,154 na venda, em baixa de 0,37%.
Durante o dia, o dólar chegou a ser cotado a R$ 2,17, um valor que há dias não era visto. “Os olhos dos exportadores brilharam. Quem pode, desovou papéis. A procura por dólares ficou menor que a oferta e o valor caiu, afirma Larry Gaspar, operador de câmbio do Bancom.
Para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o pregão de ontem foi de alta. Contudo, apesar de ter subido 0,28% ontem, o Ibovespa (principal índice da bolsa paulista) registrou queda de 1,24% na semana, voltando a ficar abaixo dos 38 mil pontos.
O aguardado discurso do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que participou ontem de um evento na Câmara Americana de Comércio (Amcham), foi recebido com tranqüilidade e favoreceu o mercado. No exterior, a rentabilidade oferecida pelos títulos do Tesouro norte-americano recuou, o que favoreceu o desempenho positivo das bolsas.
Na próxima semana, os investidores estarão atentos à reunião do Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA. Mais do que a aguardada elevação dos juros no país, o mercado espera que a nota divulgada após a reunião do Fed traga sinais sobre o futuro da política monetária americana.
Antes de Palocci falar, as taxas futuras de juros oscilaram fortemente na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Passado o discurso do ministro, a volatilidade no mercado de juros diminuiu. Mesmo assim, muitos dos contratos Depósito Interfinanceiro (DI) de prazo de vencimentos mais longos fecharam com taxas maiores.
No contrato com resgate em janeiro de 2008, a taxa foi de 14,67% para 14,75%, alcançando os 14,83% no pior momento do dia. No DI que vence na virada do ano, a taxa fechou a 15,12% (estável em relação ao dia anterior). Entretanto, de manhã, chegou a bater em 15,25%.
Para a Bovespa, o crescimento da compra de ações pelos estrangeiros nos últimos dias tem sido importante. Analistas avaliam que, se o capital externo acelerar sua volta às ações brasileiras, a Bovespa poderá ganhar ritmo novamente.
O saldo das compras e vendas de ações feitas pelos estrangeiros ainda está negativo no mês, mas tem melhorado dia a dia. De um balanço negativo de R$ 855,2 milhões no dia 16, esse dado passou aos R$ 447,3 milhões negativos no último dia 21.
Fonte: Jornal do Commercio
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