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Dólar chega a maior patamar em nove anos

14 de novembro de 2014

SÃO PAULO – Especulações sobre o próximo nome a comandar o ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega voltaram a mexer com o humor dos investidores ontem, levando o dólar novamente ao maior valor em nove anos.

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 1,39% sobre o real, cotado em R$ 2,595 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 1,13%, para R$ 2,592. Ambos renovaram suas maiores cotações desde 18 de abril de 2005, quando o dólar à vista era cotado em R$ 2,619 e o comercial valia R$ 2,608. A moeda americana chegou a atingir máxima de R$ 2,611 ao longo do dia.

Em seu caminho até a Austrália, onde participa da reunião do G20, a presidente Dilma Rousseff afirmou que anunciará os nomes da sua nova equipe econômica nas próximas semanas. Segundo analistas, a indefinição dos cargos – especialmente o de ministro da Fazenda – e a dúvida sobre quando os nomes serão conhecidos dão margem a especulações.

"O mercado está trabalhando bastante em cima dessas especulações. Desde que (a presidente Dilma Rousseff) foi reeleita, a nova equipe econômica foi a principal cobrança. Com a tentativa de abandono da meta de superávit, aumentou ainda mais a importância do anúncio, justamente para resgatar a credibilidade do governo", diz Leonardo Bardese, estrategista da BGC Liquidez.

Entre os nomes citados pelo mercado, estão o do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e do ex-secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa.

Reportagem do Valor Econômico diz que Barbosa é o preferido dentro do PT, partido da presidente Dilma. O ex-secretário teria afirmado, contudo, que ainda não recebeu convite para assumir a pasta.

O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também está no radar do mercado como alternativa ao comando da Fazenda. Essa opção ganhou força após Tombini ter acompanhado Dilma ao encontro do G20 na Austrália, evento que normalmente reúne apenas chefes de Estado e ministros de finanças.

Mas, para analistas, entre os agentes de mercado (grandes fundos, bancos, investidores etc), o nome de Meirelles agrada mais. "Quanto mais o nome for ligado ao partido do governo, mais descrença o mercado vai mostrar. Já chegaram a falar sobre Aloizio Mercadante, por exemplo, e os investidores não gostaram", afirma Bardese.

A avaliação é que Meirelles é menos tolerável à falta de autonomia para decisões econômicas. "É uma característica que ele preza, e já demonstrou quando esteve à frente do Banco Central", acrescenta o estrategista.

Fonte: Jornal do Commercio

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