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Desliguem o interruptor

O reajuste tarifário da Celpe se tornou a ponta de lança entre a oposição e o Governo do Estado. Enquanto o governo diz avaliar como implantar um fator de redução, a oposição cobra o cumprimento da promessa feita durante a campanha eleitoral. Em meio ao conflito, alguns detalhes são omitidos. Analistas afirmam que em cima da conta, em média, no caso de Pernambuco, 23,3% ficam para o Estado na forma de cobrança do ICMS. Já os tributos federais (Pis e Cofins) abocanham 6,7%. Os encargos setoriais mordem outros 7%. Os custos com transmissão levam 2,7% e a aquisição da energia leva 36,1%. O que sobra para a Celpe bancar os custos de operação, manutenção, administração do serviço e, ainda, a remuneração do investimento é 24,2%. Já a diluição do custo da Termopernambuco por todo o sistema nacional teria um impacto mínimo, e não os 15% como vêm sendo alardeado. Os custos de aquisição de energia, via leilões oficiais, chegam a R$ 128,90 MWh, contra os R$ 124 MWh, o que torna a energia da térmica cara, mas ainda assim mais barata que no varejo oficial. Em 2006, o Estado arrecadou cerca de R$ 550 mi com o ICMS sobre a energia. Em 2007, a expectativa supera os R$ 600 mi. Para cumprir o prometido restam duas alternativas: alguém terá que cortar na própria carne, perdendo receita. A outra é desligar o interruptor.

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