Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias da Fenafisco

De 3ª via a alternativa ao PT

28 de agosto de 2014

As três últimas pesquisas eleitorais mostram uma reviravolta na disputa presidencial e uma forte mudança no quadro das candidaturas. A entrada em cena de Marina Silva – após a tragédia com Eduardo Campos – aponta a candidata do PSB como a postulante capaz de quebrar a hegemonia do PT, empurrando Aécio Neves (PSDB) para um isolado terceiro lugar.

O JC ouviu cientistas políticos e especialistas em disputas eleitorais para analisar esse novo quadro. E todos foram unânimes em afirmar que o desempenho de Marina nas pesquisas não pode ser creditado ao fator emocional passageiro pela morte de Eduardo. Pelo contrário: ela já detinha esses índices em pesquisas realizadas há um ano e, agora, está se consolidando como alternativa ao PT, fato que Aécio não conseguiu até o momento.

"Marina não é mais a terceira via. A terceira via agora passou a ser Aécio Neves", avaliou o publicitário e especialista em marketing eleitoral José Nivaldo Júnior. "Marina não está estabelecendo uma terceira via. Ela está abrindo uma nova polarização", aponta o cientista político Thales Castro, da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e da Faculdade Damas.

Na última pesquisa, do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada ontem, Dilma Rousseff aparece com 34,2%, Marina com 28,2% e Aécio com 16%. São números parecidos com os da pesquisa do Ibope de anteontem (Dilma 34%, Marina 29% e Aécio 19%). Em simulações de segundo turno, Marina bate tanto Dilma quanto Aécio.

O economista Maurício Romão, do Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau, avalia que essa consolidação de Marina na segunda posição se deve ao fato de o eleitorado idenficá-la como candidata das bandeiras dos protestos de junho de 2013. "As pessoas estão vendo nela a candidatura comprometida com novas práticas políticas e com melhorias de serviços públicos", diz ele.

O cientista político Thales Castro acrescenta que a "trajetória coerente" da ex-ministra tem sido um fator para seu impulso. "Ela tem apresentado uma plasticidade com coerência", adverte.

TV

O compromisso com a "nova política" foi um dos motes mais utilizados por Marina em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, ontem. Ela, inclusive, se comprometeu, se eleita, em não disputar a reeleição. A candidata também prometeu "transparência" nas investigações da compra do jato usado por Eduardo.

Fonte: Jornal do Commercio

Mais Notícias da Fenafisco