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Corrupção foi um susto, diz Lula

19 de novembro de 2015

SÃO PAULO – O ex-presidente Lula disse que as denúncias de corrupção na Petrobras foram um susto para ele, assim como para todo mundo. "Foi um susto pra mim e pro mundo. Me parece que a história dessa quadrilha não é nova, é muito antiga. As pessoas que estão participando dessa quadrilha têm mais de 30 anos de Petrobras. São pessoas que entraram na Petrobras nem no governo Fernando Henrique Cardoso nem no meu, entraram nos anos 1970, 1980, e muitos técnicos muito competentes", afirmou, em entrevista exibida ontem pela Globonews.

Lula voltou a alegar que foi o presidente que mais visitou a Petrobras e que não tinha qualquer informação sobre desvios. Lula criticou novamente os vazamentos seletivos e reafirmou sua honestidade. "Só tenho um valor na vida, que é a vergonha na cara aprendida com minha mãe analfabeta. Não tem um empresário que diga um dia que conversou comigo que não fosse uma coisa que não pudesse ser concretizada em qualquer lugar do planeta."

Ele disse que o diálogo do governo com a oposição depende da presidente Dilma Rousseff. Perguntado pelo jornalista Roberto D?Ávila se é o governo que tem que puxar essa iniciativa, Lula respondeu: "Obviamente". O petista também defendeu a necessidade levar uma proposta concreta e de certo respaldo para a negociação. "Se você conversar uma vez e não tiver uma proposta concreta, você desmoraliza a proposta política", argumentou. O ex-presidente disse que é importante que "nós pactuássemos uma saída para esse País" e apontou como problema uma confrontação de um ano entre o Legislativo e o Executivo.

Ao longo da entrevista, ele salientou que já teve uma boa relação com o PSDB, citando o apoio petista às candidaturas vitoriosas do tucano Mário Covas (1930-2001) ao governo de São Paulo em 1994 e 1998. Outro exemplo foi o apoio recebido do PSDB para a candidatura da então petista Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo em 2000, também vitoriosa.

Em julho, Lula autorizou amigos em comum a procurar FHC e propor uma conversa sobre a crise política. O Palácio do Planalto expressou apoio à iniciativa, mas a proposta acabou sendo rechaçada por setores do PSDB e, finalmente, pelo próprio ex-presidente tucano.

Sobre seu filho caçula, Luís Cláudio Lula da Silva, que é alvo de investigação da Polícia Federal, Lula disse que ele tem que provar que ele fez a coisa certa. Lula disse que não quer tirar "nem colocar" Joaquim Levy no Ministério da Fazenda e defendeu a presidente Dilma e a necessidade de fazer ajuste fiscal. Lula admitiu que sua sucessora cometeu erros, exemplificando a política de subsídios e atribuiu a atual crise ao agravamento da crise internacional e "a erros nossos".

Fonte: Jornal do Commercio

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