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Corredor de BRT terá fiscalização eletrônica

29 de outubro de 2014

Um dos dois corredores de BRT (Bus Rapid Transit) pernambucanos, o Leste-Oeste, que liga o Centro da capital ao município de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, vai receber fiscalização eletrônica para coibir as invasões da pista exclusiva dos ônibus, cada dia mais frequentes – são quase duas mil somente este ano. Serão seis câmeras de fiscalização instaladas ao longo dos seis quilômetros do corredor no trecho da Avenida Caxangá. Os novos equipamentos serão instalados pela Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) entre janeiro e fevereiro de 2015. Além do BRT, o corredor de ônibus da Avenida Sul, no bairro de São José, receberá aparelhos eletrônicos em dois pontos da via.

Embora a operação do Corredor Leste-Oeste seja de responsabilidade do Grande Recife Consórcio de Transporte, a CTTU voltou atrás na decisão de não instalar as câmeras devido ao risco de acidentes de trânsito, especialmente atropelamentos. "Está havendo muita invasão da faixa do BRT, ainda mais com o trânsito pesado da Caxangá. Observamos que os infratores correm muito quando invadem a faixa, porque sabem que estão fazendo algo proibido. Tivemos atropelamentos, mas sem mortes. Por isso, resolvemos não esperar mais e instalar as câmeras", explicou o gerente de Fiscalização Eletrônica da CTTU, Marcos Araújo.

O fato de 36 linhas de ônibus comuns estarem no tráfego misto, disputando espaço com os veículos particulares, potencializou o perigo. Os ônibus comuns estão fora da faixa exclusiva desde junho, quando o BRT entrou em operação, mesmo parcialmente, para a Copa do Mundo. E até agora apenas duas linhas de BRT estão em operação. A previsão dada pela Secretaria Estadual das Cidades é que os ônibus comuns deixem de trafegar pela Avenida Caxangá a partir de janeiro, quando os dois terminais integrados do Leste-Oeste devem ser concluídos.

As câmeras utilizadas na Avenida Caxangá fazem parte do mesmo contrato dos equipamentos que vão monitorar as Faixas Azuis, o Bus Rapid Service (BRS) recifense, em implantação pela CTTU, mas que não tem avançado por falta da fiscalização eletrônica. A licitação se arrastou por meses e foi homologada agora. Pelos planos do órgão de trânsito, em dezembro será possível começar a instalar as câmeras nos corredores de Faixa Azul. Em seguida, partem para a Avenida Caxangá.

O equipamento é o mesmo, mas a fiscalização ocorrerá de forma diferente. Segundo Marcos Araújo, na Faixa Azul serão duas câmeras interligadas que monitoram o veículo de 300 a 600 metros. Se o carro acessar um lote ou entrar à direita no espaço permitido, não é multado. Cometerá infração apenas se passar na segunda câmera. "No caso do corredor de ônibus é diferente. O aparelho ficará localizado à esquerda da via, ou seja, o veículo particular não pode acessá-lo de forma alguma. Não tem motivo para estar lá. Nesse caso, as câmeras dispõem de um amplo alcance de visão, fotografando a placa e registrando a infração", explica Marcos Araújo. A diferença também pesa no bolso. Uma multa por circular na Faixa Azul custa R$ 85,13 (média), enquanto no corredor de BRT o valor sobe para R$ 127,69 (grave).

Fonte: Jornal do Commercio

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