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Coreana quer mais incentivos para se instalar

 

Se o governo de Pernambuco quiser que a fábrica de CDs e DVDs do grupo coreano Digimedia comece a ser construída em maio – mês de comemoração dos 150 anos de Caruaru – terá que se apressar para equacionar a questão dos incentivos fiscais para a empresa. Ontem, o diretor comercial da Digimedia, Chang Ho Yoon, fez sua primeira visita ao governador Eduardo Campos com uma lista de pleitos. A idéia do grupo é que a primeira fase do empreendimento comece a operar ainda este ano, com investimento de US$ 78 milhões (R$ 164,5 milhões, pelo dólar de ontem) e geração de 500 empregos. Numa segunda etapa, o investimento será de US$ 45 milhões (R$ 95 milhões), dobrando a produção e o número de colaboradores.

O governador Eduardo Campos diz que, da parte do Estado, a questão dos incentivos fiscais será resolvida. “No que depender de nós, o primeiro tempo do jogo já está definido. Uma equipe da Secretaria da Fazenda vai avaliar o pleito da empresa na área de ICMS”, diz, sem revelar qual a reivindicação do grupo. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Caruaru, Wamberto Barbosa, o grupo quer equiparação dos incentivos oferecidos pelo estado de Alagoas, que permite maior alongamento no prazo de rebate do ICMS. Pelas regras do Prodepe, o tempo máximo é de 12 anos.

Eduardo diz que, nos pleitos de incentivos federais, o que o governo do Estado pode fazer é tentar abrir os caminhos para as negociações com o governo do presidente Lula. O governador adianta que articulou uma reunião entre os diretores da Digimedia e a equipe do Ministério da Ciência e Tecnologia para argumentar que a empresa vai fabricar bens de informática e, por isso, poderia se candidatar a alguns incentivos. O governador afirma, ainda, que tem conversado com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e discutido a concorrência desleal do chamado mercado cinza e tentar incentivar as empresas formais.

Chang também reforça que o contrabando é outro problema enfrentado pela empresa, além da diferença de condições com a sua principal concorrente, a Videolar. “Temos pelo menos três empresas paraguaias despejando uma grande quantidade de CDs e DVDs no mercado brasileiro. Isso sem falar que o nosso concorrente na Zona Franca tem isenção de IPI, PIS, Cofins e outros impostos, o que já garante a eles uma diferença de 30% no preço dos produtos em relação ao que poderemos oferecer”, compara.

O executivo diz que 90% da produção da Digimedia será voltada para o mercado nacional, por isso a necessidade de buscar condições de competitividade internamente. Na primeira etapa, a fábrica de Caruaru vai produzir 25 milhões de CDs e DVDs por mês e a expectativa é alcançar 50 milhões de discos até o final de 2008. A maior parte da produção (90%) será de DVDs, que tem maior valor agregado. Chang afirma que a empresa já fechou contrato de tecnologia com o grupo alemão Singulo e que espera a liberação da licença prévia da CPRH até o final deste mês.

Eduardo Campos diz que a idéia é iniciar as obras da Digimedia coincidindo com o aniversário de Caruaru. “Na festa vamos anunciar um novo distrito industrial para o município com 140 hectares”, adianta.

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