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Copa atrapalhou o varejo

17 de julho de 2014

Se em maio a expectativa da Copa estimulou até um certo ponto as vendas do varejo, no mês de realização do torneio, em junho, o cenário mudou. O Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), divulgado ontem pela empresa de cartões, mostra que o movimento no primeiro mês do evento teve um crescimento de 0,5% de vendas, já descontando os efeitos da inflação, numa redução significativa em relação a maio, que havia crescido 5,5%. "A Copa aconteceu durante 19 dias em junho, de 12 a 30. Impactou de forma negativa. Apesar de alguns setores terem se beneficiado, os feriados nos dias de jogo afetaram bastante", disse o gerente de Inteligência da Cielo, Gabriel Marioto. Segundo ele, sem o evento, o varejo teria crescido 2%. "Foi uma diferença de 1,5 ponto percentual", disse.

Os restaurantes aparecem entre os negócios que mais sentiram os dias a menos de vendas. Bares cresceram. Os setores de Vestuário, Lojas de Departamento e Materiais para Construção apresentaram retração. No setor de Vestuário, só houve crescimento em Artigos Esportivos. Os setores de Companhias Aéreas e Hotéis, que poderiam ser impactados positivamente com a Copa, não alcançaram bom desempenho e também tiveram retração na receita deflacionada (descontado o IPCA). Apesar das considerações, os números setoriais não foram abertos.

Regionalmente, o Sudeste foi a região mais afetada pela Copa, registrando retração de -0,5% em vendas do varejo. O Nordeste foi o terceiro mais atingido, mas registrou um crescimento de 1,4% nas vendas. "No Nordeste houve uma desaceleração mais significativa em junho. As pressões inflacionárias fazem o comércio retrair como um todo", destacou Marioto. Colocando no cálculo os efeitos da inflação, o crescimento no faturamento do comércio no Nordeste foi de 10%, a maior diferença regional em relação ao ICVA deflacionado de 1,4%.

Segundo Mariana Oliveira, da Consultoria Tendências, os dados de junho refletem a desaceleração enfrentada pela economia brasileira. "Do ponto de vista dos condicionantes econômicos, continuamos com cenário de consumo limitado pelo crédito e desaceleração da massa de renda das famílias." Estabelecimentos como padarias e lojas de conveniência tiveram aceleração em junho, assim como super e hipermercados.

Mariana Oliveira diz que o cenário do varejo é de crescimento mais lento, num movimento de continuidade da desaceleração para o segundo semestre. O ICVA da Cielo acompanha mensalmente a evolução do varejo, de acordo com a receita nominal de vendas dos lojistas, realizadas através das máquinas da empresa.

Fonte: Jornal do Commercio

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