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Contas externas do País ficam no vermelho
22 de fevereiro de 2006BRASÍLIA – As remessas de lucros feitas pelos bancos no começo deste ano deixaram as contas externas no vermelho pela primeira vez desde 2004. Em janeiro, o saldo das transações correntes – que inclui bens e serviços negociados pelo Brasil com outros países – ficou negativo em US$ 452 milhões.
Esse déficit quebrou uma série de 13 meses seguidos de saldos positivos. Em boa parte, isso se deve à queda do dólar, que fez com que muitas multinacionais instaladas no País optassem por antecipar o envio de dividendos para suas matrizes no exterior.
No mês passado, as remessas de lucros somaram US$ 1,540 bilhão. De acordo com o Banco Central, instituições financeiras foram as que mais mandaram dinheiro para fora: foram US$ 584 milhões. “Houve antecipação por força da apreciação cambial”, diz o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
Com a valorização do câmbio, as empresas podem, com uma mesma quantidade de reais, comprar um volume maior de dólares para enviar para suas matrizes. Assim, quanto maior a queda da moeda dos EUA, maior o estímulo para que se antecipem as remessas de lucros ao exterior.
Apesar disso, Lopes diz que o câmbio não é o único fator que explica o maior envio de dividendos para fora do país. Por um lado, o próprio investimento estrangeiro recebido pelo Brasil nos últimos anos justificaria esse aumento – se investem mais, as multinacionais querem também receber mais lucros.
Além disso, o crescimento da economia, apesar de tímido em 2005, faria com que empresas instaladas por aqui tivessem ganhos maiores, o que também se traduziria em maiores remessas.
TURISTAS – Já as despesas de turistas estrangeiros em visita ao Brasil voltaram a bater recorde. Em janeiro, esses viajantes deixaram US$ 402 milhões no País, maior valor já registrado desde 1947 pelo BC. Os gastos dos estrangeiros superaram as despesas de turistas brasileiros em viagem para o exterior. Nesse caso, os viajantes brasileiros foram responsáveis por despesas de US$ 397 milhões em outros países, o que gerou um saldo positivo de US$ 5 milhões para o Brasil.
Fonte: Jornal do Commercio
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