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Comprar casa fica mais difícil

19 de maio de 2015

O que já estava ruim ficou um pouco pior. Depois do reajustes de taxas e redução drástica do teto de financiamento de imóveis usados oferecido pela Caixa Econômica Federal (CEF) para 50%, grandes bancos privados também elevaram juros. As reações – que já eram esperadas – começaram na última semana e dificultaram as perspectivas para a compra da casa própria neste ano. Agora, a diferença entre os juros oferecidos entre os bancos pode chegar a pouco mais de 2%.

A elevação de taxas por bancos privados já era esperada desde abril, quando a CEF anunciou as novas regras de financiamento. Por oferecer mais facilidades, a Caixa tornava a oferta de crédito mais concorrida, forçando outras instituições a apresentarem condições competitivas. Com a exigência de 50% do valor do imóvel como entrada para o financiamento de imóveis usados de até R$ 650 mil, o investimento através da Caixa ficou inacessível para muitos compradores, dando espaço para os outros bancos elevarem suas taxas.

O Itaú, por exemplo, reduziu o percentual de financiamento de 80% para 70% para imóveis residenciais novos ou usados (o percentual não afeta os imóveis comerciais). Em nota, o banco não detalhou as mudanças em relação às taxas e justificou as os ajustes como "necessários para manter o ritmo da nossa operação, garantindo o atendimento às necessidades dos nossos clientes em um momento de aumento de demanda do produto no mercado".

O banco não informa a taxa que cobra atualmente pelo financiamento, mas, de acordo com o Canal do Crédito – site especializado na comparação de produtos financeiros – ela passou de 11,6% para 10,4%, redução que foi possível graças à diminuição do percentual financiado.

Já o Santander informou que está trabalhando com taxas a partir de 10,1% (dependendo do relacionamento com o cliente), mas o Canal do Crédito usa em seus cálculos o percentual de 11,5% nas taxas de balcão da instituição. Já o Brasdesco mantém o juros em 9,8% desde o último dia 7. Antes disso, a taxa era de 9,6%.

Todos os valores usados nas simulações do Canal do Crédito são referentes às taxas de balcão, aquelas apresentadas aos clientes que não possuem um relacionamento prévio com a instituição credora. No caso de bons clientes, os bancos tendem a oferecer juros menores, e, da mesma forma, taxas maiores aos endividados. A pedido do Jornal do Commercio, o Canal do Crédito realizou uma simulação do financiamento de imóveis nos valores de R$ 300 mil e R$ 500 mil para o mesmo perfil de comprador, comparando as taxas dos principais bancos.

Pra comparar as vantagens, o comprador deve ficar atento ao Custo Efetivo Total (CEF), percentual que inclui todos os encargos decorrentes do empréstimo. Mesmo com as restrições, a Caixa ainda oferece o menor custo nas duas simulações, mas é preciso oferecer metade do valor do imóvel como entrada. Quem não tem o dinheiro na mão precisa avaliar os demais bancos e negociar. Nas duas simulações, as melhores condições entre os privados ficam com o Bradesco.

Fonte: Jornal do Commercio

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