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Comércio está de olho na injeção de R$ 1,8 bilhão

 

A movimentação de R$ 1,8 bilhão na economia pernambucana de agosto até dezembro com o pagamento dos salários dos servidores do estado e o décimo terceiro anima o comércio lojista e o setor varejista de alimentos. Os emprésarios do varejo e dos supermercados apostam na recuperação do poder de compra dos funcionários públicos, principalmente na reabilitação do crédito dos inadimplentes. A euforia dos empréstimos com desconto em folha minou a capacidade de endividamento, ampliou a inadimplência no crediário e reduziu o poder de compra do servidor.

Sílvio Vasconcelos, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife, considera positiva para o comércio a antecipação do décimo terceiro dos servidores do estado. “Vamos ter aumento da moeda corrente e maior movimentação do comércio”, aposta. O empresário do setor lojista acha que o dinheiro extra será usado pelos servidores para pagar dívidas em atraso e reduzir o alto índice de inadimplência.

Vasconcelos considera cedo para os consumidores se lançarem às compras do Natal agora em setembro. “O positivo é que vai reabilitar o cliente e o lojista poderá planejar as compras, além de começar a abastecer os estoques para as festas do final do ano”, ressalta. Em relação ao pagamento do salário do servidor no mês de competência, o dirigente da CDL acha que a medida não terá impacto porque os compromissos já foram assumidos para os primeiros dias do mês seguinte.

Alimentos – Para o presidente da Associação Pernambucana de Supermercados (Apes), Geraldo Silva, o setor de alimentos será um dos mais beneficiados com a medida. “Houve momentos difíceis no estado, quando o servidor deixou de receber o décimo e teve o salário de dezembro atrasado”, comenta. Segundo Silva, as pessoas que recebem até dois salários mínimos (R$ 700) direcionam parte da renda para a alimentação. “É uma garantia de venda dos supermercados no presente e para o futuro”, acredita.

O representante do setor supermercadista explica que o empresariado já se mobiliza para as vendas do final do ano, principalmente agora com a garantia do pagamento das cinco folhas salariais do estado. De acordo com Silva, a movimentação de mais de R$ 400 milhões na economia em setembro melhora a estrutura de venda dos supermercados, além de oferecer segurança ao consumidor para planejar as suas compras.

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