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Começa projeto para reduzir custos

15 de maio de 2007

Pernambuco deverá constar entre os cinco estados brasileiros com os melhores desempenhos nas áreas de saúde, educação e segurança pública do País. Pelo menos, foi o que assegurou, ontem, o presidente do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), José Martins de Godoy, durante a assinatura do convênio firmado entre o Governo do Estado e o Movimento Brasil Competitivo (MBC), que visa garantir o equilíbrio das contas públicas. “Não se busca economizar por economizar. Mas temos que reduzir os gastos. Vamos trabalhar para que o Estado esteja entre os cinco melhores do País”, afirmou Godoy.

A primeira parte do projeto, que tem início no dia 1° de julho, inclui o diagnóstico e o planejamento das ações. O prazo previsto para essa etapa é de cinco meses. Nos 12 meses seguintes, o governo deverá executar as ordens. “Esse processo precisa de tempo e prazo. Não faltarão pessoas que torçam para que não dê certo ou que queiram cobrar em seis meses. O resultado vai chegar com dois anos, três anos ou quatro anos, mas vai chegar. Custe o que custar. Podem me cobrar daqui a quatro anos”, garantiu o governador Eduardo Campos.

O presidente fundador do MBC, Jorge Gerdau, citou, como exemplo, a Prefeitura de São Paulo, onde foram economizados R$ 2 bilhões depois do processo de modernização de gestão. Entretanto, ele não descarta a possibilidade de encontrar dificuldades. “No setor público, o processo é mais lento e educativo. Temos que ter a capacidade de motivar os servidores públicos. A nossa missão é formar gente do governo ciente de que é possível absorver este processo de gestão”, destacou.

Com o orçamento aproximado em R$ 12 milhões, os trabalhos serão cumpridos com 8,2 mil horas/homem do movimento e 9,5 mil horas/homem do Governo de Pernambuco. O MBC tem como meta o crescimento em R$ 960 milhões na arrecadação e a redução de R$ 390 milhões nas despesas nos próximos quatro anos.

Para o governador Eduardo Campos, o modelo de equilíbrio estático, no qual prevê o equilíbrio das finanças do Estado através do enxugamento da máquina pública e o aumento de receita, pode prejudicar a sociedade porque implica corte, geralmente feito nos investimentos sociais.

Segundo o presidente da INDG, José Martins de Godoy, 27 consultores na área de gestão serão contratados para integrar ao time de 46 técnicos que chegam a Pernambuco. A coordenação do trabalho será feita pela Secretaria de Planejamento e Gestão.

Fonte: Folha de Pernambuco

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