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Cine PE começa em ritmo de frevo
24 de abril de 2007
A noite de abertura do XI Cine PE Festival do Audiovisual, ontem à noite, começou em ritmo de frevo. No ano do centenário do ritmo pernambucano, os clarins do Galo da Madrugada ricochetearam nos quatro dos cantos do Cine-Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, em Olinda. Depois, entraram em cena o Homem da Meia-noite e Bloco das Ilusões.
Pela primeira vez em sua história o festival começou numa segunda-feira. Talvez esta seja uma das razões para o teatro não ter ficado lotado. Mas o que não deu para entender foi que, apesar das cadeiras vazias, teve gente que preferiu sentar nas escadas. Quem sabe a platéia já prenuncia os dias que virão ou simplesmente está com saudade das edições anteriores. Para o organizador Alfredo Bertini, começar o festival na segunda-feira foi “um teste forçado”. “É importante que o público entenda este novo formato e reforce este parceria”, explicou.
A mostra competitiva de vídeo e de curta-metragem teve dois filmes pernambucanos. O engraçado vídeo O jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar, realizado no laborátorio de animação da Aeso, encantou com sua história sobre a criação do mundo de inigualável sabor nordestino. Já o curta Schenberguianas pediu licença e mandou todo mundo esquecer o riso e abrir os olhos e a cabeça. Afinal, o assunto agora era sério: nada menos que as relações entre a física e a música, tendo como ponto de partida a obra do pernambucano Mário Schenberg.
O carioca Octávio Bezerra, diretor de Atabaques Nzinga, apresentada na mostra competiva de longas-metragens, disse que vir para Pernambuco era uma espécie de prestação de contas. “Demorei seis anos, mas fiz o filme”, disse, dirigindo-se aos músicos e dançarinos de Olinda e Recife que atuam no filme.
A primeira noite do festival terminou com exibição hors-concour do documentário O homem do castelo, que conta fatos da vida do dramaturgo e escritor Ariano Suassuna. O diretor do filme, o paraibano Marcus Villar, vinha coletando material sobre o secretário de Cultura do Estado desde 1992. “Fiquei contente com o filme de Marcus porque ele é muito cuidadoso ao enfocar a minha vida e o meu trabalho de escritor”, disse Ariano Suassuna.
Fonte: Jornal do Commercio
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