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Centrais querem se unir para negociar

21 de agosto de 2006

 

SÃO PAULO – As duas maiores centrais sindicais do País querem unir as negociações trabalhistas neste segundo semestre. A Força Sindical vai reunir, no dia 28, representantes de todas as categorias com data-base entre julho e dezembro. O número de trabalhadores representados passa de 2,2 milhões só no estado de São Paulo. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) tem em sua base cerca de três milhões de trabalhadores que têm direito a reajustes nesse período.

A campanha da CUT, porém, não se limita às categorias com data-base nesse segundo semestre. Na última sexta-feira, a entidade lançou o que chama de Campanha Salarial Unificada dos Trabalhadores, envolvendo categorias de todos os ramos de atividade dos setores público e privado. Não há prazos para negociações. “A campanha vai durar o tempo necessário para conseguirmos as reivindicações”, diz o presidente da central, Artur Henrique da Silva Santos.

Segundo ele, o objetivo é a criação de um contrato coletivo nacional, antiga reivindicação que não foi atendida nem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-sindicalista da CUT. Santos calcula que, no Brasil, a central represente cerca de sete milhões de trabalhadores sindicalizados, de um total de 21 milhões.

A lista de reivindicações será entregue às entidades patronais de todos os setores e aos governos federal, estadual e municipal. Consta, entre seus 15 itens, a criação de pisos salariais nacionais por ramo de atividade, redução da jornada de trabalho e políticas de financiamento com juros mais baixos para empresas que se comprometam em criar ou manter empregos.

Cada categoria continuará a fazer suas campanhas, inclusive aquelas com data-base agora”, diz Santos. Entre as principais categorias filiadas à CUT, que têm negociações salariais nesse período, estão metalúrgicos, petroleiros, bancários e químicos.

Também na última sexta, os bancários realizaram manifestações na capital paulista como parte da agenda de uma campanha nacional. Hoje, o Comando Nacional e representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) terão uma reunião de negociações. A categoria tem mais de 400 mil trabalhadores em todo o País. Eles pedem, entre outros itens, aumento real de 7,05% e participação maior nos lucros e resultados.

Já a Força Sindical informa ter mais de 3,2 milhões de filiados em todo o Brasil. Segundo o presidente da entidade, João Carlos Gonçalves, a campanha unificada para esse segundo semestre vai ser centrada nos cerca de 2,2 milhões de trabalhadores, em São Paulo, de categorias como comerciários, têxteis e pessoal de empresas de papel e papelão. Só os metalúrgicos são 1,2 milhão, informa o sindicalista.

Fonte: Folha de Pernambuco

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