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Cautela e agenda interna

21 de janeiro de 2015

A gestão Paulo Câmara (PSB) começou a todo vapor com viagens ao interior do Estado, assinatura de ordens de serviço e uma reunião de planejamento do Pacto pela Vida. Nos últimos dois dias, porém, o governador deixou a agenda pública de lado devido à primeira grande crise de sua administração. Desde segunda, o expediente do socialista tem sido dedicado a articulações no Palácio do Campo das Princesas para enfrentar os problemas na área de ressocialização com a rebelião de presos no Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife, e na penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá, no Litoral Norte.

O motim no Curado resultou na morte de dois detentos e de um sargento da Polícia Militar. Na madrugada da segunda para terça, o governador foi ao velório visitar a família do militar assassinado. Esse foi um dos poucos momentos de Paulo fora da sede do Executivo estadual. No Palácio do Campo das Princesas, as reuniões foram para dar conta das medidas relativas à rebelião e também do que pode ser feito para evitar eventuais paralisações das forças de segurança. Outra preocupação é inibir que novas mortes ocorram, para que o primeiro mês do governo não seja marcado pela violência.

Paulo não se pronunciou sobre as rebeliões e as explicações ontem ficaram a cargo do secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. Uma fonte da administração estadual revelou que a avaliação no governo é de que o momento é de articulações de bastidores com integrantes Poder Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do comando da PM e não de exposição do socialista.

Desde que assumiu o governo, Paulo tem destacado a herança positiva deixada pelo ex-governador Eduardo Campos, mas no início do mês reconheceu que as ações de ressocialização não receberam a mesma atenção de outras áreas. Por conta disso, o governador tem sido cobrado para destravar os problemas relativos à construção do presídio de Itaquitinga, no Agreste, para promover novos concursos na área de segurança e para melhorar salários e condições de trabalho de policiais militares e civis e dos agentes penitenciários.

Entre os governistas, há quem declare que as rebeliões nos presídios são um problema "clássico" de qualquer gestão e que Paulo está ciente de que o máximo que pode fazer é administrar a situação até que novas unidades prisionais estejam concluídas. Enquanto a crise não estiver debelada, as negociações sobre cargos no terceiro escalão do governo ficarão em segundo plano por parte do socialista.

Fonte: Jornal do Commercio

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