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Briano receberá Sindifisco e deputados
23 de fevereiro de 2006Fazendários e uma comissão de deputados estaduais devem ser recebidos pela secretária da Fazenda, Maria José Briano. Briano se comprometeu a recebê-los em seu gabinete, mas ainda não foi definida uma data. Essa foi a primeira atividade acertada após reunião entre fazendários e o presidente da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Romário Dias, para retomar as negociações entre as partes.
“Vamos abrir a negociação para tentar resolver o impasse”, disse o deputado estadual Roberto Leandro (PT), que na terça-feira fez um discurso na Alepe apoiando o movimento grevista.
A proposta do Estado é conceder um reajuste linear para todos os servidores públicos estaduais, o que Roberto Leandro não deixou claro se concordava ou discordava da iniciativa. “Deve ser analisado os números, a diferença de arrecadação e depois partir para uma expectativa de aumento. Mas uma coisa é o enquadramento dentro de um processo de equiparação salarial com o Ministério Público, como eles pedem. Isso não quer dizer que, do ponto de vista imediato, necessite um reajuste diferenciado”, diz.
Apesar dos embates entre secretários e Sindifisco, de conquistas como a GRAF e reajustes salariais, ao longo dos anos, uma outra classe conseguiu ganhar salários acima dos reajustes dos fazendários: os promotores do Ministério Público. E é mirando salários de R$ 17 mil que o movimento atual espera sair dessa greve, nem que seja através de um cronograma de reajuste. “O Estado é uma sala de espelhos em termos salariais. Olha-se a própria categoria e as outras. É uma disputa em termos de salário absoluto e relativo com demais setores como procuradores do Estado e promotores do Ministério Público”, analisa Jorge Jatobá, que também enfrentou o Sindifisco. “Mas tem que se negociar de acordo com as possibilidades. Tem de se apostar no entendimento.”
Segundo Jatobá, uma diferença entre o movimento atual e outros que fizeram história no Fisco é que esse estaria mais maduro. “O sindicato está menos radical, mais focado nas reivindicações. Mas são sempre coisas difíceis, pois envolve negociações entre governo e Sindifisco e dentro do próprio governo”, lembra. Já o ex-presidente do Sindifisco, José Cândido de Miranda, destaca que todos os sindicatos tiveram perda de poder de pressão nos últimos anos. “Todos os sindicatos perderam. No nosso caso, o poder de negociação ficou concentrado na Secretaria de Administração. A atual secretária da Fazenda é uma soldada, que está ali para cumprir ordens”, ataca.
Já o presidente do Sindifisco, Jorge Amaral, aposta na retomada das negociações para romper o impasse. “Queremos alguma coisa concreta. O que não dá é para ficar sem negociar.”
Fonte: Jornal do Commercio
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