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Bolsa sobe pelo 2º dia
27 de agosto de 2014O mercado financeiro voltou a mostrar entusiasmo com a possibilidade de derrota na presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro, e que perdeu o receio diante de uma eventual vitória da candidata pelo PSB à Presidência da República, Marina Silva. Ontem, a indicação de que a ex-senadora teria encostado em Dilma nas pesquisas de intenção de voto levou o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a superar a barreira dos 60 mil pontos durante o pregão. Após um intenso sobe-e-desce no preço das ações, mais intenso do que nas últimas semanas, o indicador fechou o dia em 59.821 pontos, o maior patamar em 18 meses, garantindo o segundo dia consecutivo de alta, desta vez de 0,14%.
No início da noite, números do Ibope confirmaram a arrancada eleitoral de Marina, prevista desde a véspera. Antes mesmo de a campanha ganhar as ruas, o mercado já havia assumido o viés político do ano eleitoral e demonstrado insatisfação com a política econômica do atual governo. “Com as pesquisas reforçando a probabilidade de segundo turno, tudo leva a crer que a Bolsa continuará em alta nos próximos dias”, comentou o gestor de fundos Luiz Pardal, sócio da DCX Asset, ressalvando, contudo, que a imprevisibilidade é uma característica dos negócios.
Inicialmente, a reação positiva do mercado ocorreu diante do avanços mostrados por Aécio Neves (PSDB). Depois da trágica morte do candidato Eduardo Campos, os investidores passaram a observar com mais atenção a postura de Marina, que acabou assumindo a cabeça de chapa do PSB. No entender de Felipe Chad, sócio da DXI Planejamento, ela tem conseguido transparecer um perfil conciliador, rompendo resistências com o setor produtivo
A promessa de um Banco Central, de fato, independente e de um menor intervencionismo do governo no mercado são percepções no discurso da equipe de Marina que animam os investidores, observa Pardal. “Neste momento, as propostas econômicas da equipe dela têm despertado o interesse do mercado”, sustentou o analista. Ambientalista e conservadora, a ex-senadora agora é vista como uma candidata que, se eleita, pode ser capaz de resgatar fundamentos econômicos perdidos durante a era Dilma, completa Chad.
Ajustes
O avanço de ontem foi ajudado pelo cenário internacional, onde o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas e uma aproximação entre os líderes ucraniano e russo melhoraram o humor dos investidores. Dos 18 pregões já realizados em agosto, a Bolsa avançou em 12 deles: a alta acumulada é de 7%. A ação da Petrobras recuou ontem, mas, no mês, sobe expressivos 15%.
Embora também aposte na tendência de alta do mercado nos próximos dias, Felipe Chad alerta para a alta volatilidade prevista até as eleições, motivada, sobretudo, pelas dificuldades esperadas para 2015, independentemente de que venha a subir a rampa do Palácio do Planalto em 1º de janeiro do próximo ano.
Fonte: Diario de Pernambuco
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