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Bocas de lobo custam milhões

2 de junho de 2014

A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife gasta por mês uma média de R$ 330 mil na reposição e manutenção de tampas de galerias e bocas de lobo, o que equivale a R$ 3,9 milhões ao ano. O dinheiro seria suficiente para comprar cerca de 4,7 mil tablets para a rede municipal de ensino e representa o investimento de 33,6% de todos os 14 mil equipamentos distribuídos em 34 escolas do município no ano passado. A verba que escapa pelo ralo das galerias também serviria para tapar 32,5 mil buracos, suficientes para quase oito meses da operação tapa-buraco. 

Mesmo com todo esse investimento ainda é comum encontrar galerias sem manutenção, faltando tampas ou em desnível. O município é responsável por apenas parte desses equipamentos, outros são de responsabilidades de concessionárias de serviço público. Sem plano diretor do subsolo, o município não tem controle da parte que cabe a cada uma. Também não existe padronização do serviço e há diferenças nos tamanhos e formatos. 

A Celpe é responsável por três mil galerias, mas não informou o custo de manutenção das tampas. Já a Compesa não dispõe de informação sobre o número de poços de visita, mas segundo a assessoria, de setembro do ano passado até maio deste ano foram investidos R$ 800 mil na substituição de 600 tampas. As novas tampas de ferro possuem dobradiças para dificultar a remoção. 

Onde não é feita manutenção, o risco de acidente para pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas aumenta principalmente no período de chuva. O motociclista Higor Veras de Lima, 25 anos, foi vítima de uma boca de lobo no bairro do Hipódromo, Zona Norte do Recife. “Graças a Deus o prejuízo foi só material, mas o susto foi grande. O pneu da moto ficou preso numa boca de lobo que estava aberta”. Segundo a diretora de manutenção da Emlurb, Marília Dantas, o município resolveu investir em tampas de concreto. “Onde é possível, a gente faz a troca da tubulação pelo sistema pré-moldado de concreto. Mas as tubulações antigas de ferro não têm como ser substituídas. É preciso repor a tampa”, explicou. Outro problema comum é a falta de nivelamento entre as galerias e o pavimento. “Isto está sendo corrigido nas vias onde o pavimento está sendo substituído, mas a gente reconhece que existe desnível em vários pontos da cidade”.
 

Saiba mais
O que se gasta na manutenção das galerias 

460 tampas de bocas de lobo e galerias são substituídas por mês pela Emlurb

R$ 330 mil é o custo da Prefeitura do Recife na reposição de peças de galeria

R$ 840 é o custo de reposição de uma tampa de ferro pela Emlurb

60 tampas é a média de reposição feita pela Compesa em galerias

R$ 800 mil é o custo apontado pela Compesa na manutenção dos poços de visita desde setembro de 2013

3 mil galerias são de responsabilidade da Celpe, que não informou o 
custo de manutenção

O que poderia ser feito com a verba usada na  manutenção das galerias

4,7 mil tablets para a rede pública poderiam ser adquiridos

33,6% dos 14 mil equipamentos adquiridos pelo município em 2013

32,5 mil buracos poderiam ser tapados

8 meses do custo da operação tapa-buraco

Fonte: Emlurb, Celpe e Compesa

Fonte: Diario de Pernambuco

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