Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias da Fenafisco

Auditores fiscais do Recife ameaçam greve

26 de maio de 2006

 

Os auditores fiscais do Recife realizam hoje assembléia para deliberar se entram em greve ou se realizam alguma operação-padrão. No caso da operação-padrão, serão usados os prazos máximos para encaminhamento de qualquer processo. Os fazendários criticam a proposta de reajuste salarial apresentada pela Prefeitura do Recife. O Sindicato dos Servidores Públicos e Empregados Municipais da Administração Direta e Indireta do Recife (Sindsepre), por sua vez, realizou assembléia ontem e deliberou pela permanência no Estado de greve.

Os fazendários argumentam que estão longe de um acordo com o governo municipal e criticaram o percentual de reajuste de 16,67% oferecido pela Prefeitura para os servidores da administração direta. Os 16,67% serão concedidos para que a menor remuneração paga na Prefeitura seja equivalente ao atual salário mínimo de R$ 350. De acordo com o Sindicato dos Fazendários do Município do Recife (Afrem), o percentual de 16,67% não é aplicado na remuneração total dos servidores, mas no vencimento-base. Considerando que o vencimento é apenas uma parte do salário, os fazendários calculam que o aumento só equivale a 0,6% para a categoria.

As perdas salariais dos auditores são de 20%. O município conta com 150 fazendários. “A pauta da categoria foi entregue no final de março. Em abril, a Prefeitura disse que não tinha como atender”, ataca Jorge Oliveira, presidente da Afrem. A assembléia de hoje acontece na sede do Sindicato, no Parnamirim.

Já Ailton Andrade, presidente do Sindsepre, considerou que houve avanço nas negociações com a Prefeitura. O Sindsepre é chamado de “sindicatão”, por reunir a maior parte dos funcionários da Prefeitura, todos aqueles que não estão vinculados a sindicatos específicos. Em assembléia realizada ontem, porém, a base do Sindsepre votou pela continuidade do estado de greve. Andrade explica que ainda existe um impasse em torno dos 3,3 mil trabalhadores da Emlurb. A questão é que a Prefeitura resolveu cortar um terço da remuneração desses funcionários.

Na próxima quinta-feira, os trabalhadores da Emlurb farão uma assembléia. “Foi o prazo que a Prefeitura nos pediu para negociar a questão da Emlurb”. Na próxima sexta-feira, o Sindsepre fará uma assembléia geral. Diferentemente do divulgado anteontem pela Prefeitura, ainda não foi fechado um acordo em torno da proposta do reajuste salarial.

A proposta apresentada pelo município para a ampla maioria dos servidores envolve também a elevação do tíquete-refeição de R$ 4,50 para R$ 6,00.

Fonte: Jornal do Commercio

Mais Notícias da Fenafisco