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Associação denuncia descaso com o HSE

5 de setembro de 2014

Elevadores quebrados, falta de medicamentos, dificuldade de marcar consultas e cancelamento de cirurgias, além de um ambulatório com necessidade urgente de reforma retratam o quadro em que se encontra o Hospital dos Servidores do Estado (HSE). A denúncia foi feita ontem pela Associação dos Servidores do Estado (Assepe). 

Principal centro de atendimento do sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe), o hospital oferece cuidados médicos para 30 mil pessoas por mês. Segundo a Assepe, situações de descaso semelhantes ao do HSE também podem ser encontradas em outras unidades médicas ligadas à Sassepe.

Para manter o sistema de saúde, governo estadual e servidores contribuem, juntos, com R$ 23,3 milhões ao mês (sendo R$ 17 milhões dos trabalhadores e outros R$ 6,3 milhões do estado). O valor é insuficiente para manter as atividades nas clínicas e hospitais. 

De acordo com a associação, a necessidade de reformas, pagamento dos salários de prestadores de serviço, além de outras despesas como aquisição de medicamentos geram um saldo negativo de mais de R$ 3 milhões por mês. “Os servidores contribuem com 70% dos gastos totais para manter o Sassepe, enquanto o estado só cobre os outros 30%. Essa situação está se tornando inviável”, explica a presidente da Assepe, Florentina Cabral. 

A presidente defende a contratação de pessoal via concurso público. Ela aponta a necessidade de 1.300 profissionais. Os servidores também questionam a falta de comprometimento do estado. Segundo a associação, discutida no ano passado, a implantação de uma auditoria para levantar os problemas financeiros do sistema não saiu do papel. A reforma do hospital dos servidores, que deveria acontecer em quatro meses, se arrasta há dois anos sem previsão de conclusão. 

Pelas conta da Assepe, o estado deveria repassar ao Sassepe R$ 47 milhões, dívida acumulada ao longo do tempo que o sistema se encontra funcionando. “Negociamos um prazo para que a o valor seja repassado, na próxima quarta-feira. Sem a ajuda, o HSE não tem condições de funcionar, tampouco o restante do sistema”, afirma Florentina. 

Em nota, o Instituto de Recursos Humanos esclarece que a administração pública aporta volumes muito superiores ao legalmente previsto, em ações permanentes de ampliação e manutenção da infraestrutura, equipamentos hospitalares, insumos laboratoriais, medicamentos, pagamento de pessoal, dentre outras despesas necessárias para atender aos mais de 200 mil usuários. Ainda destaca que o HSE não vai suspender os atendimentos. Hoje, o hospital atende a 29 especialidades médicas. “Todos os esforços estão sendo dispensados para solucionar as pendências da unidade de saúde”, assegura, em nota.
 

Fonte: Diario de Pernambuco

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