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Arco pronto no mínimo em 2017

3 de setembro de 2014

O acúmulo de atrasos do Arco Metropolitano criou uma situação preocupante para a futura rodovia. Não há mais dúvidas, o Arco só ficará totalmente pronto no mínimo em 2017. Mas como a obra sequer foi licitada e mais da metade dela voltou à fase de estudos, o cronograma do Arco já ameaça transformar no futuro a obra em um desafio de uma década de existência.

Diante dos crônicos engarrafamentos na BR-101 urbana, em 2008 o Estado encomendou um estudo sobre um desvio. Essa longa alça viária, o Arco, funcionará como um desvio da rodovia federal a partir de Igarassu por fora do Recife, cruzando a BR-408 e também a BR-232, para voltar à BR-101 no Cabo de Santo Agostinho.

O projeto do Arco mudou várias vezes e hoje ele deve chegar a 100 quilômetros de extensão. Seu último orçamento, de R$ 1,34 bilhão, também indefinido, pode subir R$ 200 milhões.

O lote 2, com 44 quilômetros entre o Cabo e São Lourenço da Mata, semana passada foi apresentado para licenciamento da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Esse trecho deve ficar pronto em 2016, avalia o secretário de Infraestrutura, João Bosco de Almeida. "E, se tudo correr como prometido, no ano seguinte sai o lote 1", comenta, fazendo menção ao trecho que vai de São Lourenço a Igarassu, em estudo.

Bosco lembra que um pacote já em andamento de R$ 212 milhões em recuperação de rodovias estaduais, mais o lote 1, criará um "Arco Alternativo".

Mas a insegurança sobre a conclusão do Arco envolve a complexidade da obra.

Diante dos desafios de engenharia e do custo alto, de 2011 a 2013 o projeto foi estruturado como parceria público-privada (PPP) por um consórcio da Odebrecht, Invepar e Queiroz Galvão. Nessa versão, o Arco teria menos curvas e rampas. "A rodovia imaginada na PPP seria de alto padrão", conta Bosco. Mas o Estado precisaria bancar R$ 800 milhões do projeto, que ainda teria pedágio para custear os R$ 1,7 bilhão da obra.

Essa versão do Arco teve licenciamento iniciado pelo Estado, mas o trabalho parou. Em abril de 2013, o governo federal assumiu a obra. Mas o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), por problemas nos direitos autorais com o consórcio, só recebeu o material de 2008.

O Dnit refez parte da papelada e em dezembro passado lançou a licitação, pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC) na modalidade integrada, na qual a construtora faz o projeto executivo e a obra. O Fórum Socioambiental de Aldeia impugnou o edital, pela ausência de projeto e licenças.

O Dnit previa um Arco cortando uma área de proteção ambiental com Mata Atlântica e uma importante fonte de água do Grande Recife. "A CPRH suspendeu o processo e rejeitou até o traçado do consórcio privado, menos agressivo que o traçado do Dnit", afirma Herbet Tejo, membro do Fórum.

O órgão federal cancelou a licitação e dividiu a obra nos atuas lotes 1 e 2. Semana passada, reapresentou o Arco à CPRH – foi o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do lote 2, o trecho sul, que pode ser licitado ainda em 2014. "Mas serviço mesmo, só ano que vem", avalia João Bosco.

O lote 1 está indefinido. Tudo indica que o traçado vai contornar a Mata Atlântica e passará de 33 quilômetros para mais de 50 km. Um veto prévio da CPRH sairá nos próximos dias, o que obriga o Dnit a voltar com metade do Arco para a prancheta. A licitação só deve sair no primeiro semestre de 2015. Se tudo começar a dar certo.

Fonte: Jornal do Commercio

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