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Além da remuneração

4 de agosto de 2015

Em tempo de total ausência de bom senso do Congresso Nacional, a Câmara Federal se prepara para votar, nos próximos dias, o projeto de lei que corrige o saldo do FGTS pelo mesmo índice da caderneta de poupança, passando dos atuais 3% ao ano +TR para 6% ao ano +TR, que é quanto o poupador recebe sobre seus depósitos.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas tem um detalhe: FGTS não é aplicação financeira, mas direito social do trabalhador. Poupança financia imóvel para casa própria com juros de, pelo menos, 8% ao ano. FGTS banca projeto de infraestrutura e habitação para baixa renda. Para não ficar no debate se é justo ou injusto, basta ver o que aconteceria se a Câmara Federal mudasse a lei.

Um financiamento de R$ 84 mil (a base do Minha Casa Minha Vida) passaria de poupança zero na entrada e prestação inicial de R$ 420 para entrada de R$ 18 mil e prestação inicial de R$ 680, excluindo milhares de trabalhadores do sonho da casa própria. Mas esse não é o problema maior. Na conta de financiamento de infraestrutura – aliás, a razão de existir do FGTS – o dinheiro que hoje custa 5% ao ano +TR passaria para pelo menos 8%+TR, estourando a parcela da prefeitura do município para uma nova obra na cidade. 

Fonte: JC Negócios

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