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Açúcar refinado via Suape

12 de junho de 2015

Finalmente, o terminal açucareiro do Porto de Suape deve sair do papel. A Odebrecht TransPort está à frente do empreendimento, com 75% do negócio e tendo como sócia a empresa Agrovia, que detém os outros 25%. As obras estão previstas para começar em agosto próximo e serem concluídas até 2016, quando começará a operação. O investimento será de R$ 139 milhões nos dois primeiros anos. “É mais uma possibilidade de escoamento da produção. Suape terá condições de movimentar o açúcar que é produzido de Alagoas ao Rio Grande do Norte”, diz o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (SindaçúcarPE), Renato Cunha.

O anúncio do terminal açucareiro em Suape ocorreu em 2007. Na época, o sócio majoritário do empreendimento seria a trading (empresa que trabalha com importação e exportação de produtos) inglesa ED&F Man, que chegou a realizar uma reunião em Londres com a presença de representantes do setor e do então governador Eduardo Campos (PSB). “Na modelagem atual, serão pagos os serviços de armazenagem e as usinas poderão vender o açúcar a qualquer empresa, enquanto na anterior, as usinas pagavam pela armazenagem e a ED&F Man compraria o açúcar movimentado no local. Isso poderia gerar conflito de interesses com as usinas que quisessem vender para outras tradings”, explica Renato.

O terminal ficará na retroárea do cais 5, ocupando um total de 72,5 mil metros quadrados e um berço de atracação de 355 metros de extensão. As obras devem gerar 200 empregos e o empreendimento vai gerar 65 vagas ao entrar em operação.

Em 2016, o terminal deverá movimentar 200 mil toneladas de açúcar e a expectativa é de que em 2038 essa movimentação supere as 738 mil toneladas anuais. Numa primeira etapa, o terminal contará com sistemas de recepção rodoviária, armazenagem de açúcar refinado à granel, ensacamento e elevação do açúcar em navios graneleiros, segundo informações da assessoria da Odebrecht.

No terminal de Suape, vai embarcar principalmente o açúcar refinado. Operado pelo Sindaçúcar, o terminal do Porto do Recife continuará movimentando açúcar VHP e o antigo demerara, que são refinados no exterior.

A previsão da Odebrecht Transport é de que no futuro o terminal movimente soja, milho e farelo para exportação e cevada, trigo e malte para importação. No entanto, esta ampliação está em análise pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que estabelece regras para os empreendimentos instalados em área portuária.

O terminal terá uma produtividade alta com a previsão de que um embarque de 35 mil toneladas ocorra num período de cinco dias. “O Nordeste está consolidando sua posição de importador e exportador de produtos agrícolas. Considerando ainda que o Porto de Suape tem localização privilegiada para atender as principais regiões consumidoras da Europa, Mediterrâneo, costa oeste da África e Oriente Médio, estamos certos de que o novo terminal contribuirá para impulsionar esta vocação da região”, afirma o diretor de Investimentos de Logística da Odebrecht TransPort, Rodrigo Velloso. 

Fonte: Jornal do Commercio

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