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A vez das mulheres no comando

8 de março de 2016

Elas conquistaram o direito ao voto, entraram na política, chegaram ao mercado de trabalho. Hoje ocupam cargos de comando nas corporações. Os números ainda são tímidos, mas começam, aos poucos, a ganhar força. Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro da Governança Corporativa (IBGC) indica que 7,71% das mulheres têm participação nos conselhos de administração das empresas brasileiras. O país com maior participação mundial é a Noruega, com 39,5%. Persistência, dedicação, resiliência, paciência, tolerância. São características femininas que fazem a diferença na hora de tomar decisões.
Em pleno século 21, as mulheres enfrentam o preconceito e a discriminação. 

Afinal, o perfil multitarefa – ser ao mesmo tempo profissional, mãe, dona de casa – nem sempre é bem-vindo no ambiente corporativo. Pesa na escolha dos cargos de chefia. Será que elas vão dar conta? A engenheira civil Rafaela Elaine da Costa Lima Araújo, 33, mostra que é possível conciliar a maternidade com a ascensão profissional. Gerente geral da Concessionária Rota dos Coqueiros, ela tem a responsabilidade de administrar o sistema viário do Paiva, o que inclui a área operacional, administrativa, financeira, de recursos humanos e sustentabilidade.

Mãe de duas crianças pequenas, Vítor e Rafaele, Rafaela divide a maternidade com as várias atividades profissionais, onde comanda uma equipe de 110 funcionários. A engenheira tem na bagagem a experiência anterior como gerente de operações da Concessionária Rota dos Coqueiros (que dá acesso às praias do Litoral Sul, além do Complexo de Suape), cargo que ocupou durante um ano e meio. 

Rafaela desembarcou na Rota do Atlântico em 2014, como gerente de operações. “O maior desafio é gerir pessoas. Lidero uma equipe majoritariamente de homens mais velhos”, conta. Ela aponta o diferencial da mulher no cargo de comando: “A gente tem maior percepção aos detalhes e consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo. É possível tocar uma reunião e administrar a casa à distância.”

Desafios
A engenheira química Vitória Cavalcanti, 61, sabe bem os desafios que enfrentou para mostrar a sua capacidade numa empresa familiar majoritária de homens. Hoje ela ocupa o cargo de diretora de Mercado Externo e Relações Internacionais da Engarrafamento Pitú. “O fato de ser mulher foi o primeiro desafio. Eu tinha que ser melhor na profissão. Procurei estudar muito e ser muito boa no que eu faço.”

Vitória começou sua trajetória há 41 anos, no laboratório da fábrica da Pitú, em Vitória de Santo Antão, ao lado avô. Fluente em três idiomas (inglês, francês e espanhol), hoje concilia a área de produção com a área de mercado internacional. A composição da diretoria da empresa é igualitária: são oito conselheiros, sendo quatro mulheres e quatro homens.

Quando elas mandam

Participação feminina na presidência dos conselhos de administração no mundo

Noruega – 39,5%
Suécia – 27,3%
África do Sul – 15,8%
EUA – 15,7%
França – 12,7%
Reino Unido – 12,5%
Alemanha – 11,2%
Polônia – 10,8%
Turquia – 10,8%
Espanha – 9,3%
Suíça – 8,7%
China – 8,5% 
Austrália – 8,4%
Brasil – 7,7%
Áustria – 7,5%
México – 6,8%
Rússia – 5,9%
Índia – 5,3%
Indonésia – 4,5%
Itália – 3,7%
Portugal – 2,3%
Chile – 1,9%
Coréia do Sul – 0,9%
Japão – 0,1%
Arábia Saudita – 0,001%

Participação nos conselhos de administração das empresas brasileiras

2010

Mulheres – 7,71%

Homens – 92,29%

2011

Mulheres – 7,10%

Homens – 92,90%

Fonte: Diario de Pernambuco

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