Marca SINDIFISCO Sindicato do Grupo Ocupacional Administração Tributária do Estado de Pernambuco

Notícias da Fenafisco

A inevitável queda de Graça Foster

4 de fevereiro de 2015

Depois de o país conviver por meses com um ex-ministro da Fazenda ainda investido oficialmente do cargo, agora a Petrobras tem na engenheira química Maria das Graças Foster uma presidente demitida ainda ocupando a principal cadeira da companhia. Diferentemente de Guido Mantega, não houve ainda um anúncio formal de demissão — o Palácio do Planalto nega qualquer decisão sobre isso. Mas o martelo foi batido.

Em meio aos rumores sobre sua saída, Graça Foster, como é conhecida a comandante da estatal de petróleo, foi chamada ontem às pressas a Brasília. Reuniu-se por duas horas com a presidente Dilma Rousseff. No encontro, ficou decidido que toda a diretoria da empresa será dispensada até o fim do mês, depois de uma definição sobre os números finais do balanço do terceiro trimestre do ano passado. 

Para isso, será feita uma avaliação dos prejuízos sofridos com o superfaturamento de obras e o desvio de recursos da companhia. Isso dará maior tranquilidade aos nomes que vão chegar e não pretendem responder por irregularidades cometidas antes de tomarem posse. Também será trocado todo o conselho de administração, que ainda tem Mantega e a ex-ministra do Planejamento, Miriam Belchior, como integrantes.

Os operadores da bolsa de valores responderam fortemente ontem às  indicações de que a desejada substituição nos cargos será realizada, levando as ações da empresa a uma valorização que não se via há muito tempo. A estatal ganhou R$ 16 bilhões em valor de mercado ao longo do pregão de ontem. 

Como no caso de Mantega, a demissão da executiva deve-se muito à pressão do ex-presidente Lula. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), é um dos que mais vêm insistindo para que se apresse a substituição do comando da estatal. Ele trabalha intensamente na busca do nome para substituir Graça. 

Até a semana passada, Dilma era a principal peça de resistência à troca. Mudou de ideia após divulgação, em um dos anexos do balanço do terceiro trimestre a estimativa de que, por conta das perdas com a corrupção, os ativos da empresa devem ser reduzidos em R$ 88,6 bilhões. A presidente considerou o valor exagerado e que serviu para aumentar os ataques da oposição ao governo. Na avaliação de pessoas próximas, Graça Foster tomou a decisão de publicar o número porque se sentiu acuada por suportar um fardo excessivo – a repercussão negativa dos desmandos na empresa. Ao tentar salvar sua biografia, porém, Graça perdeu a proteção de Dilma.

Fonte: Diario de Pernambuco

Mais Notícias da Fenafisco